Paulinho deixa presidência da Força para se dedicar à pré-campanha em SP

Independentemente das eleições, Paulinho sinaliza que não gostaria de voltar à direção da central

Isadora Peron, de O Estado de S. Paulo,

07 Maio 2012 | 19h00

SÃO PAULO - O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) pediu licença da presidência da Força Sindical nesta segunda-feira, 7, para se dedicar à pré-campanha pela Prefeitura de São Paulo. Paulinho da Força, como é conhecido, vai ser substituído por Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e vice-presidente da entidade.

Independentemente do resultado nas eleições, Paulinho tem sinalizado que não gostaria de voltar à direção da central. "Tenho assumido muitos compromissos. Além de deputado, também sou presidente do PDT no Estado de São Paulo, são muita atribuições", disse ele. Apesar disso, o seu substituto defende que ele continue no cargo. "Por mim, o Paulinho só não volta para Força se ganhar as eleições", afirmou Torres.

O pedetista, que ficou mais de 12 anos à frente da central, disse que entende as pressões para voltar para a presidência, mas que vai usar esse período da licença para articular o seu afastamento definitivo.

Campanha. Paulinho afirmou que vai analisar o comportamento dos outros deputados que são candidatos a prefeito para decidir se vai ou não continuar a exercer o seu mandato parlamentar. "Por mim eu não me afastaria (da Câmara), porque preciso dar continuidade aos projetos que estou tocando."

O pré-candidato disse ainda que tem conversado com a cúpula do PSB em busca de apoio à sua candidatura, mas que, caso a aliança não se consolide, vai sair candidato só com o apoio do seu partido. "Como não tenho tempo na TV, vou tentar ganhar com as ideias. E com o apoio da militância." O PDT deve ficar com 1min42s na divisão do tempo de propaganda eleitoral.

Uma das propostas do pré-candidato é descentralizar a administração, dando maior poder às subprefeituras. Com o slogan "cada bairro uma cidade", ele também afirma que vai trabalhar para levar os empregos para a periferia da cidade. A ideia seria aumentar os impostos para as empresas instaladas no centro e reduzir os tributos nas regiões periféricas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.