Paulinho defende acordo do salário mínimo para R$ 560

O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, defendeu hoje no plenário da Câmara um reajuste do salário mínimo de R$ 560. Mostrando uma moeda, Paulinho disse que não acredita que o governo esteja fazendo um cavalo de batalha para conceder um reajuste de R$ 0,50 por dia para o trabalhador. "É isso que estamos pedindo de reajuste para o trabalhador. São R$ 15 por mês, R$ 0,50 centavos por dia", disse.

RENATA VERÍSSIMO E EDUARDO RODRIGUES, Agência Estado

15 de fevereiro de 2011 | 17h12

Paulinho afirmou que o acordo assinado há quatro anos prevê uma política de valorização do salário mínimo e não de correção. "Tem que ter uma valorização do mínimo no momento em que o crescimento do PIB foi zero em 2009", disse.

Ele disse que a presidente Dilma Rousseff, quando candidata, prometeu um reajuste real do mínimo às centrais sindicais. "Fico com vergonha de dizer que estamos travando um cavalo de batalha para dar um reajuste de R$ 0,50 por dia ao trabalhador", afirmou Paulinho.

O secretário da UGT, Canindé Pegado, disse que o protocolo de intenções assinado com o governo em 2006 prevê uma reavaliação da política de valorização do salário mínimo em 2011. Ele afirmou que esta reavaliação seria feita com base no crescimento econômico, distribuição de renda e evolução das despesas. "As centrais sindicais querem a recomposição do mínimo pela inflação para manter a curva de crescimento ascendente do mínimo", disse.

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