Paulinho da Força mantém ofensiva sobre mínimo

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), diz que vai defender junto aos 26 parlamentares do seu partido o valor de R$ 545 para o salário mínimo na votação da próxima quarta-feira. O líder da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, que é deputado do partido de Lupi, desdenha as ameaças do Planalto, diz que não recua dos R$ 560 e arremata: "Não temos carguinhos."

AE, Agência Estado

14 de fevereiro de 2011 | 10h53

"Fui voto vencido. Agora, tenho de defender a posição do governo, em nome do acordo feito por uma política salarial para os próximos quatro anos", disse Lupi ontem ao jornal O Estado de S. Paulo. Na avaliação dele, a política do mínimo permitirá que se chegue a um reajuste entre 13% e 15%, de 2011 para 2013. A inflação e os gastos do governo são outras duas razões citadas por Lupi para manter o voto nos R$ 545. "É hora de colaborar com o aperto do cinto."

A posição deixa Paulinho praticamente sozinho - pelo menos no PDT - na pregação por um salário de R$ 560. "Já reduzimos de R$ 580 para R$ 560", lembrou o deputado e sindicalista. Ele disse que as centrais sindicais vão promover uma manifestação na quarta-feira, dia agendado para votação do projeto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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