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Paulinho da Força diz que Temer pretende rediscutir ministérios após impeachment

Tema foi debatido, em reunião mediada pelo deputado federal, entre o presidente em exercício e a Frente Nacional de Luta (FNL)

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2016 | 13h56

BRASÍLIA - Após intermediar reunião entre o presidente em exercício Michel Temer e a direção da Frente Nacional de Luta (FNL), o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, do Solidariedade, afirmou nesta quarta-feira, 1º, que Temer se propôs a rediscutir ministérios depois de finalizado o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. "Temer disse que assim que terminar o impeachment ele quer fazer reformulação e uma rediscussão nesta questão dos ministérios."

Paulinho, que trabalhou pela transferência de cinco secretarias do antigo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para a Casa Civil para indicar nome para os comandos dos órgãos, disse que a decisão de trazer as secretarias do MDA e o Incra para o Planalto foi elogiada pelos sindicalistas. "Mostra que Temer quer resolver o problema no Palácio no Planalto", disse. O deputado contou ainda que Temer foi elogiado pelos sindicalistas por recebê-los. 

O dirigente nacional da Frente Nacional da Luta (FNL), Carlos Lopes, afirmou que os movimentos de luta pela terra apresentaram ao governo uma pauta macro da agricultura familiar, incluindo o pedido de retorno do MDA. "Temer assumiu o compromisso junto às classes para construir as condições para que o MDA volte", disse Lopes. 

Segundo o sindicalista, Temer se colocou "atento e vigilante" à pauta no campo, mas ressaltou sua condição de interinidade. "Ele está em interinidade e está em legitimidade dada pelo Congresso e pela Justiça", afirmou. "Quem dá legitimidade é o povo, se ele for presidente do povo ele terá legitimidade", completou.

Além de Paulinho e Lopes, participaram do encontro o secretário especial da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento da Casa Civil da Presidência da República, José Ricardo Ramos Roseno; o presidente do Incra, Leonardo Góes Silva; e os representantes da FNL, entre eles o líder dos sem-terra José Rainha Junior. O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, também estava na reunião.

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