Paulinho da Força diz que nova equipe econômica trará clima de credibilidade ao mercado

Planalto confirmou nesta quinta os nomes de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa para o Ministério do Planejamento, e a manutenção de Alexandre Tombini na presidência do Banco Central

Elizabeth Lopes, Agência Estado

27 de novembro de 2014 | 16h19

SÃO PAULO  - O presidente do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, disse nesta quinta-feira, 27, que o anúncio da nova equipe econômica da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) deverá trazer um clima de tranquilidade e credibilidade ao mercado. O Palácio do Planalto confirmou nesta quinta os nomes de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa para o Ministério do Planejamento, e a manutenção de Alexandre Tombini na presidência do Banco Central. "Espero que eles possam recuperar a economia, que está paralisada e com risco para os trabalhadores, principalmente os da indústria e da construção pesada e civil", destacou o deputado, que é presidente licenciado da Força Sindical.

Paulinho disse ainda que trabalhadores ligados à Força Sindical estarão mobilizados já no início do ano que vem para defender os direitos da categoria. "Estamos preocupados que o governo tente arrumar a economia em cima da classe trabalhadora, tirando direitos já conquistados". Por conta disso, ele não descarta que os trabalhadores realizem protestos e greves. "Já estamos conversando também com outras centrais sindicais porque a preocupação com a preservação dos direitos trabalhistas é uma pauta comum a todos."

Apesar de elogiar a escolha de Dilma, Paulinho, que foi coordenador da área sindical da campanha do senador Aécio Neves (PSDB-MG), adversário de Dilma nesta corrida presidencial, criticou a presidente da República, dizendo que ela acabou fazendo justamente o oposto do que pregava na campanha eleitoral e dizia que seria feito pelos seus adversários. "Dilma acabou entregando a sua área econômica para pessoas do sistema financeiro, talvez pressionada pelo mercado", disse.

O presidente do Solidariedade acredita que Dilma não deverá ter a mesma ingerência que teve no primeiro mandato sobre a sua equipe econômica, destacando que o novo titular da Fazenda tem um perfil diferente do ministro demissionário Guido Mantega. 

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