Paulinho da Força critica postura de Dilma em relação à greve dos servidores

Candidato do PDT lança seu programa de governo e promete que, caso se torne prefeito, não haverá greve de funcionários públicos

Débora Álvares - O Estado de S. Paulo,

28 de agosto de 2012 | 14h09

Com a promessa de que durante sua gestão como prefeito de São Paulo não haverá greves de servidores públicos, o candidato do PDT, Paulo Pereira da Silva,criticou a postura da presidente Dilma Rousseff em relação às greves dos servidores públicos federais. Paulinho da Força, como ficou conhecido por ter ocupado a presidência da Força Sindical, cargo do qual se licenciou para a campanha, lançou seu programa de governo na manhã desta terça-feira, 28, e destacou a decepção dos sindicatos com a presidente. "Se ela continuar com essa postura de intransigência, perderá com certeza o apoio que tem no movimento sindical."

Paulinho se refere à proposta de 15,8% apresentada pelo governo às mais de 30 categorias que pararam as atividades, algumas há mais de três meses. "A relação com os sindicatos está muito abalada. Ela não cumpriu nenhum dos compromissos que tinha com as centrais. Esperamos que ela reveja essa posição."

Caso eleito prefeito de São Paulo, a proposta de Paulinho da Força é montar uma mesa de negociação permanente vinculada a seu gabinete. "É a minha função como sindicalista. Os trabalhadores da prefeitura terão toda uma atenção especial comigo. Vou tratar dos direitos, mas também dos deveres deles. Temos que melhorar as condições de trabalho e salários dos funcionários para que eles possam atender bem a população."

Programa. Mais de 1,2 mil pessoas, entre militantes e sindicalistas, acompanharam a apresentação do programa de governo do pedetista. O ato aconteceu na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, entidade filiada à Força Sindical, em um auditório alugado pelo partido. Paulinho da Força destacou suas duas principais diretrizes para a cidade: descentralizar os empregos, baixando os impostos para empresas que se instalarem na periferia, e dar poder às subprefeituras, com eleição dos subprefeitos já no primeiro ano de governo. Ele citou, ainda, suas intenções para saúde, educação e transporte.

Os planos de Paulinho para a saúde envolvem a construção de 80 postos de Assistência Médica Ambulatorial (AMA) Especialidade, além de AMAs de urgência e emergência. Além disso, ele pretende contratar 3 mil leitor de hospitais particulares. Atualmente, o município conta com 3.196 vagas, 739 delas criadas na última gestão.

A promessa do pedetista para a educação passa pelo fim da não obrigatoriedade de realização de prova para ser aprovado na rede municipal de ensino. "Dia 1º (de janeiro) não dá, porque é dia de festa, mas no dia 2 baixarei um decreto acabando com a progressão continuada". Escolas de tempo integral nos Centros Educacionais Unificados (CEUs) também fazem parte do plano de governo.

Acabar com a obrigatoriedade de inspeção veicular para veículos com menos de 10 anos de uso e investir em corredor de ônibus são as soluções que o candidato apresenta na área dos transportes.

O candidato criticou, ainda, seus concorrentes cujas previsões de gasto com a campanha ultrapassam R$ 90 milhões. "Eles gastam em um dia, o que o trabalhador que ganha R$ 1 mil por mês leva 80 anos para ganhar. Quem está pagando essas campanhas vai ser beneficiado pela prefeitura". Ele estima um gasto de R$ 8 milhões.

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