Paulinho da Força chega à PF para depor no caso BNDES

Delegado diz que há indícios contra o deputado, mas que só STF pode indiciá-lo por envolvimento em fraudes

Vannildo Mendes, de O Estado de S. Paulo,

12 de agosto de 2008 | 15h43

O deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) chegou na tarde desta terça-feira, 12, à Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, para prestar depoimento no inquérito que investiga denúncias de desvio de dinheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Abordado por jornalistas ao chegar, o deputado limitou-se a afirmar que não tem envolvimento nas irregularidades.   Veja também:  Especial: Operação Santa Tereza  Paulinho recebeu dinheiro desviado do BNDES, diz PF Justiça revoga prisão de único foragido do caso BNDES   O delegado Rodrigo Levin, que tomará o depoimento do parlamentar, disse que não o indiciará nesta terça, embora tenham sido levantados dados contra Paulinho. Segundo Levin, por ser deputado, ele tem direito a foro especial. Levin informou que encaminhará um relatório ao Supremo Tribunal Federal (STF), a quem compete decidir se indicia o parlamentar, ou não, como envolvido nas irregularidades, relatadas na operação Santa Tereza, realizada em junho pela PF.   Na investigação, a PF descobriu um esquema de desvio de recursos do BNDES para cerca de duzentas prefeituras. Na seqüência dos trabalhos, comandados por Levin, foi constatado, também, que em alguns casos o dinheiro desviado se destinava a obras incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.   Relatório, subscrito pelo delegado Levin, aborda exclusivamente a suposta ligação de Paulinho  com o esquema de desvio de verbas do BNDES que a Operação Santa Tereza desvendou em abril. "Resta inequívoca a comprovação do efetivo recebimento de parcelas dos desvios de financiamentos do BNDES pelo deputado Paulo Pereira da Silva, quantias que foram pagas nos exatos valores previstos pela quadrilha", afirma a PF em documento de 14 páginas encaminhado em julho à Procuradoria da República.

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