Paulinho considera ´loucura´ colocar Marta no Trabalho

O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho da Força, reagiu na segunda-feira, 26, à notícia de que integrantes da base aliada teriam sugerido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que acomodasse a ex-prefeita Marta Suplicy no Ministério do Trabalho, atualmente liderado pelo também petista Luiz Marinho.Paulinho elogiou o ministro e questionou a capacidade de Marta de atender às expectativas dos trabalhadores. "Na minha opinião, seria uma verdadeira loucura colocar a Marta no Ministério do Trabalho", disse.O próprio Marinho comentou a notícia: "Marta Suplicy tem competência para assumir qualquer ministério", disse. "O resto é com o presidente Lula, ele é quem decide." O ministro ressaltou, no entanto, que "não é o caso" de fazer a troca neste momento.A proposta de alocar Marta no Trabalho, revelada pelo Estado, é vista por aliados como uma solução para o ingresso da petista no governo, sem aumentar a fatia do PT no Ministério. A ex-prefeita vem sendo cotada para Cidades, o que significaria tirar a pasta do PP.Paulinho insistiu em que Marta não possui relação com o movimento sindical nem conhece a fundo as demandas e reivindicações dos trabalhadores. Marinho, que já presidiu a Central Única dos Trabalhadores (CUT), preenche todos os requisitos da vaga, na avaliação do sindicalista. "Quem inventou essa história deveria engavetá-la o mais depressa possível", disse. "Tirar Marinho do ministério seria desmontar um amplo trabalho."Na mesma linha, o presidente da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Salim Reis, afirmou que Marinho superou todos os antecessores na articulação entre o governo e o movimento sindical. Marta, avaliou ele, não possui o perfil adequado à tarefa. "Ela não tem a experiência sindical que o cargo requer."NotaNa tarde de segunda, a Força Sindical e a CGT divulgaram nota expondo a insatisfação com a possibilidade de uma mudança no ministério. No texto, as duas entidades afirmam que Marinho tem cumprido "com eficiência" o seu papel de intermediário com os trabalhadores e mostrou-se um "hábil articulador". Lembrando que Lula também nasceu no sindicalismo, a nota diz esperar que o presidente "reconheça a importância da permanência" de Marinho no cargo.(Colaborou Cleide Silva)

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