Paulinho compara aumento do mínimo aos 100% do Congresso

O presidente da Força Sindical e deputado federal eleito pelo PST, Paulo Pereira da Silva, disse nesta quinta-feira que a proposta de reajuste de salário para os parlamentares é "vergonhosa". Segundo ele é um absurdo se conceder um aumento de apenas R$ 25 para o salário mínimo e os parlamentares quererem um reajuste de 100% para eles próprios. Câmara e Senado aprovaram nesta tarde o aumento de R$ 12.847 para R$ 24,5 mil de seus próprios salários, equiparando o valor ao teto do Judiciário. Paulinho da Força, como é conhecido, disse que já fez um acordo com o sindicato nacional dos aposentados de que ele usará a diferença do reajuste salarial do primeiro mês para a compra de Viagra que será doado ao sindicato. "Eles (aposentados) queriam não só o Viagra, mas camisinha também. Mas eu achei que só o Viagra estava bom", disse Paulinho, que participou das negociações para o reajuste do salário mínimo em 2007. Após a reunião no Ministério do Trabalho para negociação do reajuste do salário mínimo, Paulinho disse que espera fechar um acordo com o governo na próxima reunião marcada para terça-feira. Ele acredita que o acordo deve ser um valor entre os R$ 375 já aprovados pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso e os R$ 420 propostos pelas centrais sindicais. Segundo o sindicalista, as negociações foram atropeladas pelo Congresso. "Não podemos aceitar os R$ 375 porque esse valor já está queimado", disse Paulinho. O presidente da CUT, Artur Henrique da Silva Santos, também reforçou essa posição, afirmando que as centrais sindicais só aceitarão uma proposta do governo acima do valor já aprovado pelo Congresso. Ele destacou, no entanto, que caso o governo apresente uma proposta de valorização do salário mínimo que garanta um reajuste ao longo dos próximos anos, os trabalhadores podem concordar com um reajuste menor que os R$ 420. Ele destacou que as duas centrais sindicais só aceitam uma política de salário mínimo vinculada à situação da Previdência Social se os trabalhadores puderem participar da gestão da Previdência.

Agencia Estado,

14 Dezembro 2006 | 15h05

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