Paulinho admite negociar mínimo menor que R$ 580

'Na medida em que saírem dos R$ 550, discutiremos os R$ 580', afirmou o deputado

Daiene Cardoso, da Agência Estado,

04 de fevereiro de 2011 | 13h07

BRASÍLIA - O presidente da Força Sindical e deputado reeleito Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, admitiu nesta sexta-feira, 4, que há uma possibilidade de as centrais sindicais negociarem um reajuste para o salário mínimo inferior aos R$ 580 defendidos pelas entidades, desde que o governo saia do patamar dos R$ 550. "Na medida em que saírem dos R$ 550, discutiremos os R$ 580", afirmou.

 

Paulinho se reúne na manhã desta sexta, no Gabinete Regional da Presidência da República, no centro de São Paulo, com os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, além do chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, para discutir o assunto.

 

Munido de uma calculadora gigante, o presidente da Força Sindical encontrou-se na frente do prédio com manifestantes, organizados pela central e ligados a aposentados. Eles traziam faixas questionando o reajuste dos parlamentares, aprovado em 15 de dezembro, no Congresso Nacional, e a negativa do Poder Executivo a uma ampliação do salário mínimo nacional para R$ 580.

 

Paulinho reconheceu que a concentração de manifestantes, mais cedo, era maior, mas que a entidade pediu que parte do grupo "ponderasse" e deixasse o local para que não houvesse tumulto na negociação. Segundo ele, o fato de a presidente Dilma Rousseff enviar Mantega, Lupi e Carvalho para o encontro com os sindicalistas "sinaliza que o governo está preocupado com a questão". Segundo Paulinho, "não é bom" para o início do mandato "quando os aposentados vão para as ruas".

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