Patrus garante presença de Dilma em sua campanha

Em São Paulo a presidente não deve participar da campanha de Fernando Haddad no primeiro turno

Marcelo Portela, de O Estado de S. Paulo

06 de agosto de 2012 | 19h09

O ex-ministro Patrus Ananias, candidato à Prefeitura de Belo Horizonte, afirmou nesta segunda-feira, 6, que tem a palavra da presidente Dilma Rousseff de que ela participará de programas do petista para a propaganda eleitoral gratuita na TV. Patrus disputa o Executivo municipal com o atual prefeito Marcio Lacerda, que, apesar de ser do PSB, também integrante da base do governo federal, tem a campanha comandada pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), possível candidato para a disputa presidencial de 2014.

Questionado sobre a possibilidade de Dilma não gravar para a campanha para evitar uma indisposição com legendas da base aliada, Patrus foi categórico. "Não estou considerando essa questão. A presidente Dilma está solidária conosco. Ela é presidente e tem a questão da agenda, (mas) eu sei que ela virá gravar para nós. Isso eu sei", garantiu. Perguntado se a presidente havia assumido esse compromisso, o petista reafirmou que "está dito. Falei isso aqui".

Em São Paulo, Dilma deve evitar participar dos programas no primeiro turno porque, além do petista Fernando Haddad, participam da disputa Celso Russomanno (PRB) e Gabriel Chalita (PMDB), que também integram o leque de apoio à presidente.

No sábado, 4, Patrus, que atuou ao lado da então ministra Dilma Rousseff no ministério do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já havia adiantado que o ex-chefe também "vai gravar" programa para a propaganda eleitoral gratuita e Lula também "estará em Belo Horizonte" durante a campanha. Nesta segunda, o ex-presidente, que passou por tratamento para curar um câncer na laringe, foi liberado pela sua equipe médica para participar de campanhas.

PSD. A candidatura de Patrus sofreu um golpe nesta segunda. A Justiça Eleitoral rejeitou recurso da direção nacional do PSD contra a decisão judicial que suspendeu a intervenção no diretório municipal do partido para que a legenda integrasse a coligação do petista. O mérito do recurso, segundo a assessoria do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), nem chegou a ser analisado, já que a medida pedia a revogação de liminar contrária à intervenção, mas o Judiciário já julgou o caso e confirmou a decisão.

Com isso, o PSD, que foi inscrito nos pedidos de registro das candidaturas de Patrus e de Marcio Lacerda, deve permanecer na aliança em torno do socialista. A direção nacional ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - como seu presidente, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, havia prometido que faria - para tentar reverter a decisão. No mesmo horário em que a Justiça recusava o recurso, Patrus se encontrava com representantes do diretório mineiro do PSD e representantes da bancada federal mineira da legenda. "Temos o apoio efetivo dessas lideranças e aguardamos a posição do Poder Judiciário", disse o petista.

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