Patrus defende trabalho em equipe no governo

Sem citar nomes de seus colegas, o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, disse hoje que, no seu entendimento, o governo deveria atuar como num trabalho de equipe, com as áreas ministeriais desenvolvendo "espírito de equipe e solidariedade". "Minhas energias e motivações estão voltadas para cumprir bem as determinações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva", disse, após participar do "Fórum Globo News", em São Paulo. Ananias disse que, assim como o presidente Lula, usaria uma metáfora futebolística para explicar sua opinião: "Cada jogador tem o seu setor e sua função. Eu não falo sobre política econômica e se tiver alguma manifestação a fazer contra o ministro Antônio Palocci (Fazenda) direi diretamente a ele, de forma respeitosa", manifestou.O ministro mostrou-se incomodado também com as críticas de que o governo sofre paralisia no campo social pois, na sua análise, foi pouco reconhecido o trabalho de unificação de 3,6 milhões de famílias no Bolsa-Família, número que poderá atingir 6,5 milhões de famílias até o fim do ano, ao mesmo tempo que avançam programas como o Restaurante Popular e os programas de segurança alimentar, como a doação de alimentos de restaurantes. "É, portanto, uma inverdade dizer que há paralisia no campo social", insistiu. "Temos uma dívida social de 504 anos e que não poderia ser paga em um ano. Temos mais de 11 milhões de famílias vivendo abaixo da linha de pobreza, com menos de R$ 90,00 por mês, e o que queremos é que as pessoas fiquem de pé e se alimentem", complementou.Ananias reconheceu que, por intermédio do trabalho da imprensa, começaram a surgir as primeiras suspeitas de corrupção no programa Fome Zero. "Infelizmente, corrupção sempre existiu e existe. O importante agora é que os fatos estão sendo denunciados, inclusive pelo próprio trabalho da imprensa e dos meios de comunicação, e também pela ação dos órgãos responsáveis pelo combate à corrupção, o Ministério Público, o Poder Judiciário, os órgãos policiais e as controladorias", avaliou.

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