Patrus ataca Serra e governo tucano em Minas

O acirramento da disputa entre petistas e tucanos na eleição presidencial está se refletindo na campanha pelo governo de Minas Gerais. Candidato a vice na chapa de Hélio Costa (PMDB) e coordenador da campanha de Dilma Rousseff (PT) no Estado, Patrus Ananias (PT) atacou hoje o presidenciável tucano José Serra e a gestão do PSDB no Estado, provocando reação do ex-governador Aécio Neves - para quem o ex-ministro "corre o risco de sair dessa eleição muito menor do que entrou".

EDUARDO KATTAH E MARCELO PORTELA, Agência Estado

13 de setembro de 2010 | 18h22

Estrela do PT na campanha majoritária, Patrus aproveitou um "bandeiraço" com militantes do partido em Belo Horizonte para afirmar que Serra mancha sua biografia com um "jogo rasteiro na reta final das eleições" e acusações "grosseiras" contra petistas. "O candidato do PSDB poderia perder com dignidade. A gente pode perder tudo, exceto a honra", afirmou o ex-ministro, que também chamou o governo do PSDB em Minas de "projeto do atraso".

Por trás dos ataques a Serra está a tática da aliança entre PT e PMDB de tentar nacionalizar a disputa em Minas. A 19 dias da votação em primeiro turno, a campanha de Costa aposta no presidente Luiz Inácio Lula da Silva como cabo eleitoral para confrontar a popularidade de Aécio no segundo maior colégio eleitoral do País.

Hoje, o programa no programa eleitoral na TV foram exibidas imagens de Lula e Dilma pedindo votos para o candidato do PMDB durante o comício em Betim, realizado na semana passada. O programa exibiu também um depoimento de apoio do vice-presidente José Alencar. "Não querem nacionalizar (a campanha). Claro, vão trazer quem? Serra? Fernando Henrique Cardoso? Nós trazemos Lula. Não podemos permitir que aqui vença o projeto do atraso", provocou Patrus.

Reação

Em Santa Luzia, na região metropolitana da capital mineira, Aécio foi irônico na resposta. "É surpreendente essa posição realmente do senhor Patrus. Não sei se em razão da queda nas pesquisas ou do nosso crescimento (da candidatura de Anastasia)", disse. "Acho que o senhor Patrus corre o risco de sair dessa eleição muito menor do que entrou."

O ex-governador já havia chamado de "patética" a disposição do ex-ministro de promover um duelo de popularidade entre ele e Lula na disputa pelo Palácio Tiradentes.

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