Patrus acusa Lacerda de usar máquina pública

O ex-ministro Patrus Ananias (PT) engrossou o discurso nesta segunda e acusou seu principal adversário na disputa pela prefeitura de Belo Horizonte, o prefeito Marcio Lacerda (PSB), de usar a máquina pública "de forma bem rigorosa". Segundo o petista, a aliança com o PSDB que levou Lacerda à prefeitura ficou insustentável e o socialista "optou" pelos tucanos e agora quer "acabar com o PT em Belo Horizonte".

MARCELO PORTELA, Agência Estado

27 de agosto de 2012 | 18h29

Patrus participou nesta segunda de sabatina promovida pelo jornal Folha de S.Paulo e pelo portal Uol na capital. O evento, ele lembrou denúncias já encaminhadas pelo diretório municipal do PT ao Ministério Público de que funcionários do Executivo municipal que apoiam sua candidatura sofrem "constrangimentos". "A prefeitura não é propriedade de um partido político", disse.

Segundo Patrus, Lacerda tem um "problema pessoal" com os petistas e seus aliados desde que houve o rompimento entre PSB e PT, que apoiaria a reeleição do prefeito, mas decidiu deixar a aliança após a direção socialista recusar a coligação proporcional na capital. De acordo com Patrus, a aliança para a disputa no Legislativo municipal foi apenas a "gota d''água" para o fim da parceria. "Foi ficando claro que essa aliança não se mantinha", afirmou.

Agora, ainda segundo o petista, Lacerda "se esconde" atrás do senador Aécio Neves (PSDB-MG), principal cabo eleitoral do socialista, e força a nacionalização da disputa municipal, já que o tucano é cotado para a corrida presidencial de 2014. "Sou amigo de Lula e Dilma, mas não me escondo atrás deles", declarou Patrus, que negou a relação entre a eleição para a prefeitura de Belo Horizonte e a disputa pela Presidência da República.

Mensalão

Durante a sabatina, o petista negou ter até ouvido falar de mensalão entre 2002 e 2004, quando ocupava uma cadeira na Câmara dos Deputados, e disse que tomou conhecimento do caso apenas pela imprensa, quando já havia assumido o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome a convite do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E disse que não pretende entrar na questão durante a campanha. "Se houve (mensalão) ou não, nunca teve relação comigo. É necessário esperar o julgamento do Supremo", avaliou, em referência ao Supremo Tribunal Federal (STF), no qual o processo é julgado.

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