Patriota nega veto sobre etanol divulgado pelo WikiLeaks

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, negou um suposto veto do ministério à inclusão da Bolívia e da Colômbia na lista de beneficiários de um projeto de cooperação conjunta entre o Brasil e os Estados Unidos, em 2006, para promover o consumo global de etanol. A denúncia foi feita pela organização WikiLeaks e reproduzida pela imprensa. "De fato houve entendimento mútuo entre os Estados Unidos e o Brasil de que na América no Sul não trabalharíamos de forma conjunta. Mas isso não significa que a América do Sul tenha sido excluída", disse o chanceler, durante viagem a Argentina.

MARINA GUIMARÃES, Agência Estado

11 de janeiro de 2011 | 13h19

O ministro explicou que com os países vizinhos o Brasil tem outros mecanismos de integração que dispensam essa cooperação envolvendo os EUA. Patriota detalhou ainda que "no âmbito do memorando de entendimento com os Estados Unidos sobre biocombustíveis, havia ideia de trabalhar conjuntamente para disseminar o etanol em países que tinham uma conta elevada de importação de hidrocarbonetos". A ideia, continuou, era começar com pequenas economias. "Então trabalhamos em El Salvador, Guatemala, Jamaica, República Dominicana. No Haiti também foi feito um estudo de viabilidade, e depois incluímos Senegal e Guiné Bissau na lista", justificou.

Paulo Coelho

Patriota afirmou também que o Itamaraty está mantendo contato com a Embaixada brasileira no Irã para apurar a decisão do governo daquele país de proibir a circulação da obra do escritor Paulo Coelho. "Queremos apurar exatamente a natureza da medida tomada. Faço minhas as palavras da ministra (de Cultura) Ana de Holanda, que diz que é contra a censura e a favor da liberdade de expressão, o que foi mencionado no discurso de posse da presidente Dilma Rousseff. E voltaremos ao assunto quando tivermos mais elementos", afirmou.

Sobre a emissão de passaportes diplomáticos para os filhos e neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Patriota desconversou. "Prefiro não fazer comentários sobre isso porque foi uma decisão tomada pela administração anterior. Estamos examinando a concessão de passaportes como um todo", sintetizou.

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