Patriota minimiza caso de espionagem de votos da ONU

O ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, minimizou o caso de espionagem revelada no fim de semana pela revista Época. De acordo com a reportagem, os Estados Unidos espionaram integrantes do Conselho de Segurança da ONU, entre eles o Brasil, para saber como seriam seus votos em uma sessão sobre sanções ao Irã, em 2010.

DÉBORA ÁLVARES, Agência Estado

29 de julho de 2013 | 17h53

"Não chega a ser um segredo que exija um aparato de alta sofisticação você descobrir como é que um país vai votar no conselho de segurança. Por uma ação diplomática perfeitamente lícita e permitida - e que é mesmo da essência do nosso trabalho como diplomata -, você pode muito bem através de contatos com diferentes missões, interlocutores, (como) jornalistas entre outros, ficar sabendo qual é mais ou menos a orientação de cada país", afirmou o ministro nesta segunda-feira, após encontro com a ministra dos Negócios Estrangeiros e Integração Regional da República de Gana, Hanna Tetteh.

Patriota disse que esse tipo de suspeita é recorrente e lembrou de 2003, quando houve a intervenção militar no Iraque. "Surgiram várias notícias falando de espionagem nas missões do México e do Chile, que eram membros não permanentes do Conselho de Segurança naquela época."

Para o ministro, o caso é passado e há outras prioridades sobre o assunto com a qual o País precisa lidar no momento. "Estamos tratando de outros assuntos que nos preocupam de uma maneira mais direta. Porque tem a ver com práticas que aparentemente estão ocorrendo enquanto nós conversamos aqui", afirmou, referindo-se à prática de espionagem revelada no início do mês pelo jornal O Globo, segundo a qual os Estados Unidos têm monitorado atividades realizadas pela internet.

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