Patrão de José Dirceu aguarda por concessão de TV

O novo patrão do ex-ministro José Dirceu, Paulo Masci de Abreu, dono do hotel que contratou o petista por um salário de R$ 20 mil, espera do governo federal a resposta a um pedido de autorização para ressuscitar a extinta TV Excelsior, cuja concessão foi cassada ainda na ditadura militar. De acordo com o Ministério das Comunicações, o processo referente à outorga do canal de TV "foi protocolado recentemente e ainda não foi avaliado".

EDUARDO RODRIGUES, Agência Estado

28 Novembro 2013 | 23h01

Como ainda não foi analisada pela área técnica na pasta - que deve emitir um parecer sobre a questão -, a documentação ainda é confidencial. A TV Excelsior, que saiu do ar no dia 1º de outubro de 1970, teria sido comprada da família Simões.

O ministério informou que Abreu deu entrada à documentação no dia 31 de outubro. O pedido, se aprovado, possibilita ao empresário a retomada da concessão de um canal no Rio de Janeiro e outro em São Paulo. Em São Paulo, a TV Excelsior ocupava o canal 9, que anos depois foi utilizado pela também extinta TV Manchete e atualmente é usado pela RedeTV!. No Rio de Janeiro, a Excelsior era veiculada no canal 2, posteriormente reativado pelos próprios militares com a fundação da TVE Brasil, atualmente incorporada pela TV Brasil.

Rede.

Além do Hotel Saint Peter em Brasília - onde Dirceu trabalhará enquanto cumprir pena em regime semiaberto por sua condenação no caso do Mensalão -, Abreu é dono de uma rede com cerca de uma dezena de rádios, além de uma emissora de TV sediados na cidade São Paulo.

O grupo, denominado Rede Mundial de Comunicações, comanda a Top TV e várias rádios musicais, como a Kiss FM e Iguatemi Prime FM. Nesta semana, contrariando relatórios técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o empresário foi beneficiado por uma medida do governo que lhe garantiu o direito de transferir antenas de uma de suas emissoras do município de Francisco Morato para a avenida Paulista, em São Paulo. A informação foi publicada pelo jornal "Folha de S.Paulo"

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