Pataxós pedem afastamento de funcionários da Funai

Irritados com a atuação de quatro funcionários da Fundação Nacional de Apoio ao Índio (Funai), 300 pataxós hã-hã-hãe de três aldeias do sul da Bahia, ocuparam o prédio do órgão na cidade de Eunápolis, a 644 quilômetros de Salvador. "Só vamos sair depois do afastamento desses funcionários", disse o cacique Gérson de Souza Melo, o Gérson Pataxó.Um dos quatro inimigos dos pataxós é o próprio gerente regional do escritório de Eunápolis, Arival Barreira Parente. Segundo Gérson Pataxó, Parente estaria jogando "pataxó contra pataxó, promovendo a discórdia entre os índios, não atendendo às suas reivindicações". Os pataxós dizem que estão sem assistência, chegando até a passar fome. Queixam-se que não recebem sementes para plantar, os veículos que servem as aldeias estão muito velhos e estão faltando material escolar, medicamentos e gêneros alimentícios para as crianças.Mesmo ocupando a sede da Funai, os índios estão permitindo que os servidores do local trabalhem normalmente. Apenas os quatro funcionários que motivaram o protesto estão proibidos de entrar. Os líderes da ocupação enviaram documento ao presidente da Funai, Glênio da Costa Alvarez, reivindicando a substituição do gerente Arival Parente. Essa troca deve ocorrer até a sexta-feira. Enquanto isso, os pataxós, que entraram no prédio ontem à noite estão espalhados pelas dependências do órgão acomodados em colchonetes.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.