Pastoral da Terra diz que atos do MST são "alerta" ao governo

Os atos mais recentes do Movimento dos Sem-Terra (MST) - com novas invasões de terras e ocupações de prédios do Incra - são um "alerta" ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação é de Antônio Canuto, um dos coordenadores da Comissão Pastoral da Terra (CPT), entidade ligada à Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). "Essas manifestações têm o objetivo de mostrar que o movimento não está morto e não é porque apoiaram o então candidato Lula é que vão deixar de lutar e de realizar manifestações em defesa da reforma agrária", afirmou.Canuto, no entanto, diz concordar com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, que divulgou nota ontem condenando as ações violentas do MST, como a depredação de uma sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). "As manifestações são legítimas, desde que não sejam feitas com truculência, de maneira violenta", disse. Para Canuto, as manifestações do MST mais uma vez mostram a necessidade da realização de uma reforma agrária no País. "O Brasil é um dos únicos países onde não foi feita uma reforma agrária de verdade", ressaltou.Um dos coordenadores da CPT admite que o governo Lula tem pouco tempo. "O tempo é curto, mas ele não pode ficar cozinhando galo. Algumas ações já poderiam ter sido feitas, como a definição de superintendentes do Incra", finalizou.

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