Pastoral da Criança exporta conhecimento

A Pastoral da Criança, entidade indicada pelo governo brasileiro ao Prêmio Nobel da Paz, está prestes a exportar o seu conhecimento para o Timor Leste. Com uma rede de 152 mil voluntários que atuam em 3.200 municípios brasileiros, a Pastoral vai atuar com o governo timorense para ajudar o país destruído por uma guerra civil. A coordenadora da Pastoral e membro da Unicef no País, Zilda Arns, visitou o Timor Leste durante uma semana. "Está tudo destruído, não há estradas, escolas, telefones ou qualquer tipo de comunicação. O povo está desnutrido por cerca de duas gerações", observou Zilda, ontem, durante uma entrevista em Curitiba. Três feiras da entidade devem começar a atuar no Timor Leste em três meses. Em um ano, deverão surgir os primeiros resultados. A Pastoral tem conseguido, sob um custo de R$ 1,00 mensal por criança, reduzir a mortalidade infantil nas áreas atendidas. A taxa de mortalidade do Brasil é de 34,6 mortes para cada mil nascidos vivos no primeiro ano de vida. Dados da Unicef indicam que esses números caem para 12 a 17 mortos nos locais atendidos pela Pastoral. EncontroHoje, o Timor Leste recebe cerca de US$ 20 milhões na defesa do país, que tem uma população de 800 mil pessoas. A idéia de exportar a experiência da Pastoral para um projeto no Timor Leste surgiu após uma conversa entre Zilda e o bispo Carlos Ximenes Belo do Timor (Nobel da Paz em 1996) nas comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil, em Porto Seguro. Zilda mostrou-se feliz pela aprovação do trabalho da entidade no País, o que tem aumentado o surgimento de voluntários. "Isso nos incentiva cada vez mais a continuar nosso projeto", afirmou. Entre os pontos destacados na indicação da Pastoral ao Nobel da Paz está o atendimento mensal de 1,5 milhão de crianças menores de seis anos em mais da metade dos municípios brasileiros.

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