Pastorais sociais da Igreja Católica defendem referendos

A realização mais freqüente de consultas populares, por meio de plebiscitos e referendos, tem sido reivindicada há algum tempo pelas pastorais sociais da Igreja Católica no Brasil. Foram estas pastorais que encabeçaram em 2002 a realização de um plebiscito oficioso, com intuito pedagógico, sobre a filiação do Brasil à Área de Livre Comércio das Américas (Alca); e são elas que estão à frente de outro plebiscito não oficial, programado para setembro, sobre a anulação da privatização da Vale do Rio Doce. Na opinião de bispos ligados à área social, como d. Demétrio Valentini, de Jales (SP), plebiscitos e referendos ampliam a democracia. As pastorais contam com o apoio de movimentos sociais e centrais sindicais, entre as quais a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Há diferenças, no entanto, entre o que eles defendem e o que está sendo proposto por setores do PT. "Na nossa opinião, as consultas não devem ser convocados pelo presidente", diz Antonio Carlos Spis, da CUT. "Devem acontecer dentro dos limites constitucionais, com a fiscalização da Justiça Eleitoral."

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