Pastor que preside Comissão de Direitos Humanos desiste de processar Xuxa

Apresentadora escreveu em seu Facebook que Marco Feliciano era um 'monstro'

Ricardo Chapola, O Estado de S. Paulo

12 de março de 2013 | 15h33

SÃO PAULO - Depois de publicar em seu perfil do Twitter que processaria a apresentadora Xuxa, o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos, recuou nesta terça-feira, 12, da decisão. Na segunda-feira, na mesma rede social, o pastor tinha prometido que Xuxa responderia judicialmente às manifestações que ela fez no Facebook em protesto contra a eleição do deputado à presidência do colegiado.

Numa série de quatro posts, Feliciano afirmou que a apresentadora "já foi injustiçada e caluniada" como ele tem sido até agora e disse também que nunca processou alguém na vida. Segundo ele, ter dito que iria levar Xuxa para responder na Justiça foi "um momento de angústia".

"Estava meditando, orei, pensei e me lembrei q algumas vezes na vida avaliei essas coisas de forma precipitada. Me deixei levar por conversas. Nunca em toda minha vida processei alguém. Foi um momento de angustia. Já passou. Vamos em frente! Um abraço a todos", escreveu o pastor.

No Facebook, Xuxa fez uma espécie de desabafo aos seus seguidores. Chamou o pastor de "monstro" ao relembrar a polêmica na qual ele se envolveu em 2011, quando disse que o amor entre pessoas do mesmo sexo leva "ao ódio, ao crime e à rejeição". Ao Estado, a assessoria da apresentadora informou que Xuxa não ainda não ia se posicionar.

"Todo mundo sabe o quanto eu respeito todas as religiões , mas esse homem não é um religioso, é um monstro .Em nome de DEUS ele não pode ter poder", escreveu Xuxa. "Esta pessoa não pode ser presidente da Comissão de Direitos Humanos. Ele não pode ter este espaço para usar, pisar e denegrir o ser humanno... Esse é o direito de nós, humanos, nos protegermos desse tipo de pessoa".

Mesmo antes de assumir o cargo, na semana passada, Feliciano já vinha sofrendo resistência de setores da sociedade, especialmente dos grupos cujos interesses são debatidos no colegiado chefiado pelo pastor, como dos negros e dos gays. O pastor foi alvo de petições abertas na internet, bem como de protestos iguais aos ocorridos no último sábado, 9.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.