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Pastor Feliciano vai à embaixada do Irã tratar de direitos humanos

Encontro com o embaixador do Irã no Brasil, Mohamad Ali Ghanezadeh Ezabadi, foi feito a pedido do diplomata

Luciano Bottini Filho, O Estado de S. Paulo

23 de março de 2013 | 15h59

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, o pastor Marco Feliciano (PSC-SP), alvo de protestos desde que assumiu o cargo por suas declarações sobre gays e negros, visitou nesta sexta-feira, 22, a embaixada do Irã, em Brasília. O país é conhecido internacionalmente como um dos estados com mais problemas de direitos humanos no mundo. 

O encontro com o embaixador do Irã no Brasil, Mohamad Ali Ghanezadeh Ezabadi, foi feito a pedido do diplomata para tratar da prisão de um iraniano no País, que estaria sob condições precárias e em estado grave de saúde. O Brasil já interveio também sobre presos no Irã, no caso de Sakineh Ashtiani, uma iraniana que quase foi condenada à morte por apedrejamento por ter traído o marido. Em 2010, o então presidente Lula pediu a sua liberdade.

Neste mês, o relator especial das Organização das Nações Unidas, Ahmed Shaheed, disse estar preocupado com a situação do Irã, por causa da tortura “generalizada e sistemática” e agressão a ativistas pró-Direitos Humanos, advogados e jornalistas.

Comissão

O pastor Feliciano disse, em entrevista à Rádio Estadão, que não vai renunciar "de maneira alguma”, apesar da série de protestos nas redes sociais e nas ruas.

Na tarde deste sábado, 23, foi marcado um beijaço na região da Avenida Paulista, em São Paulo, organizado pelo Facebook, em favor da liberdade de orientação sexual diante do posicionamento do pastor sobre homossexuais. Também neste sábado, houve protestos em frente à embaixada do Brasil na França, em Paris. O parlamentar, que tem uma carreira como cantor, já gravou um clipe se apresentando nas ruas de Paris.

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