Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Pastor Everaldo defende mudanças no Bolsa Família

Sem explicar, candidato diz ter modelo 20 vezes melhor

STEFÂNIA AKEL, Estadão Conteúdo

06 de agosto de 2014 | 11h37

O candidato do PSC à Presidência da República, Pastor Everaldo, defendeu nesta quarta-feira, 06, mudanças no Bolsa Família. Ao chegar ao Congresso das Mulheres da Assembleia de Deus do Brás, na região central de São Paulo, o candidato evitou falar sobre um apoio formal da igreja e voltou a dizer que não se considera candidato dos evangélicos.

O candidato afirmou que não acabaria com o Bolsa Família, mas ressaltou que tem um "modelo 20 vezes melhor" para apresentar à população. Ele não especificou qual modelo seria esse. Segundo ele, é fundamental que o brasileiro tenha condições e capacitação para trabalhar e, assim, não depender mais de benefícios.

"Eu vou dar condições para que todo brasileiro tenha a capacitação para ter o prazer de ter sua carteira assinada e ganhar seu salário. O Bolsa Família vai ser excelente quando o brasileiro que o recebe puder dizer que não precisa mais", disse ele. Ao ser questionado sobre como proporcionaria essas condições, Pastor Everaldo criticou o fechamento de escolas na área rural. "Faria o contrário do que foi feito nos últimos 10 anos, quando foram fechadas mais de 32 mil escolas na área rural. Não fecharemos escolas, daremos condições para o brasileiro estudar e trabalhar", frisou.

Sobre um possível apoio formal da Assembleia de Deus, Everaldo não comentou, mas voltou a dizer que não se considera candidato dos evangélicos. "Eu não sou o candidato dos evangélicos, sou o candidato do Partido Social Cristão e sou um evangélico. Eu já votei em não evangélico, sou um cidadão brasileiro", disse o candidato. "Para mim é importante o apoio de todos os brasileiros, de todos os setores", acrescentou.

Pastor Everaldo falou da importância das mulheres na família brasileira e voltou a fazer críticas à alta carga tributária do Brasil. "Muitas mulheres chefiam a família, trabalham mais de 170 dias por ano para pagar impostos e, na hora de ter os serviços de qualidade como educação, saúde e segurança pública, não os tem. O que acontece hoje é que o governo se serve da população", afirmou.

Em discurso diante das mulheres do congresso, o candidato voltou a criticar o Bolsa Família e ressaltou a importância das igrejas no Brasil, destacando que elas não recebem ajuda do governo. "Trabalhou, Deus ajudou", disse. Em relação a um possível segundo turno, Pastor Everaldo afirmou que ainda não pensa na hipótese de apoiar outro candidato.

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