Passeata da PF fecha avenida em Belo Horizonte

Policiais federais lotados em Belo Horizonte promoveram nesta quinta uma passeata da sede da instituição, no bairro Gutierrez, até a Assembleia Legislativa de Minas. Durante o protesto, os agentes carregaram caixões e coroas de flores, em uma espécie de cortejo fúnebre simbolizando a morte da categoria. O trânsito ficou lento na região, pois os cerca de 150 manifestantes fecharam uma das pistas da avenida Raja Gabáglia, uma das mais movimentadas da área.

MARCELO PORTELA, Agência Estado

09 de agosto de 2012 | 17h53

Na sede do Legislativo mineiro, os manifestante reuniram-se com parlamentares em busca de apoio para a paralisação da categoria, iniciada na terça-feira. Os policiais reivindicam aumento salarial e equiparação com outras funções que exigem terceiro grau completo, em média de R$ 12 mil. Atualmente, agentes, escrivães e papiloscopistas da PF têm salário inicial de R$ 7,2 mil.

Segundo a direção do Sindicato dos Policiais Federais no Estado de Minas Gerais (Sinpef/MG), também estava prevista uma nova operação padrão durante a noite no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte. Na quarta-feira, os policiais já haviam promovido protesto semelhante, com fiscalização detalhada e procedimentos não adotados normalmente por falta de efetivo, de acordo com o sindicato.

O protesto provocou lentidão no embarque e desembarque de voos domésticos e internacionais, mas, segundo o Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), não chegou a causar atrasos ou cancelamentos de voos. Nesta sexta, ainda segundo a direção do Sinpef/MG, não há protestos previstos porque a categoria promove uma assembleia geral na sede da PF para decidir o rumo da greve.

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