Páscoa judaica começa hoje à noite

Quando o sol baixar esta tarde, judeus de todo o mundo darão início à celebração do Pessach, a Páscoa judaica. Festejada como a data mais solene do calendário judaico, marca a libertação dos hebreus da escravidão no Egito. É também a origem da Páscoa cristã, que ocorre no domingo e celebra a ressurreição de Jesus. Na Santa Ceia, relembrada na Quinta-feira Santa, Jesus comemorava o Pessach com seus discípulos, horas antes de ser preso e morto. Do hebraico, a palavra Pessach significa "passar sobre". Remonta a uma história de mais de 3 mil anos, quando os judeus, então chamados de hebreus, viviam como escravos no Egito. De acordo com as escrituras, Deus teria enviado pragas para forçar o faraó a libertar os hebreus. O último e mais terrível tormento seria a morte de todos os primogênitos que viviam no país. Para poupar os hebreus, Deus recomendou que marcassem a porta de suas casas com sangue de cordeiro, de modo que o anjo da morte pudesse "passar sobre" elas. Assim foi feito, os meninos hebreus foram salvos e o povo fugiu rumo à terra prometida, na Palestina, guiado por Moisés. Desde então, celebram a data como a festa de sua libertação. "É uma das festas mais alegres para nós, com orações de júbilo e agradecimentos porque Deus não se esqueceu do povo", diz o presidente da Congregação Israelita Paulista, Jayme Blay. "A comunidade se reúne para comemorar em casa. Há famílias que alugam hotéis inteiros para fazer uma grande comemoração." O Pessach começa ao pôr-do-sol do décimo quarto dia do mês de Nisan, o equinócio da primavera, e se estende por mais sete dias. Tudo é feito para relembrar o êxodo do Egito: a proibição de comer, beber ou ter a posse de alimentos feitos com fermento; a obrigação de comer matzá (pão ázimo); e a celebração do "Seder de Pessach", que é o relato da história da Páscoa para as crianças da família. Na véspera da primeira noite, é feita a "limpeza de primavera": todo alimento ou objeto que contenha fermento é banido da casa. É uma maneira de lembrar que, ao fugir do Egito, os hebreus sequer tiveram tempo de fermentar o pão. O matzá lembra a mudança do estilo de vida. Nas duas primeiras noites do Pessach, são servidos jantares.

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