Partidos vão propor redução dos custos da Câmara

Cada bancada da Câmara Municipal de São Paulo vai apresentar na próxima semana uma margem porcentual de corte e propor um teto salarial para a redução de custos com os funcionários dos gabinetes dos 55 vereadores. A decisão foi tomada nesta sexta-feira em uma reunião entre a Mesa Diretora e o conselho de representantes da reforma administrativa da Casa. "Houve consenso de corte de gastos, mas não no número de assessores", disse o presidente do PMDB, Milton Leite. "Vamos conversar com as bancadas e decidir o índice na próxima semana." Atualmente, cada vereador pode ter até 21 assessores no gabinete, com verba mensal em torno de R$ 93 mil. Segundo o presidente da Mesa, vereador José Eduardo Martins Cardozo (PT), na terça-feira será feita uma nova reunião na qual o tema poderá ser definido. "As bancadas vão apresentar seus números e vamos tentar chegar a uma conclusão", disse Cardozo. "Se não houver consenso, a Mesa decide o porcentual de corte e o teto salarial." A Mesa Diretora tem até o dia 26 para enviar ao plenário projeto de resolução com os números. São necessários 28 votos, a maioria simples, para aprovar o projeto. Mas alguns vereadores, até da bancada petista, não acreditam que os novos índices sejam concretizados no prazo. "Se não houver consenso entre o conselho de representantes, também não haverá em plenário", avalia Cardozo. "Mas, nesse caso, a Mesa fez o seu papel."

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