Partidos vão pressionar Senado a investigar ACM

A rejeição pela Mesa Diretora do Senado da proposta de abertura de processo de cassação do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) não diminuiu nem um pouco na Bahia o clima de guerra entre os adversários e seguidores de ACM. Os partidos de oposição fecharam uma "agenda" de mobilização para pressionar o Senado a levar à frente o processo de cassação recomendado pelo Conselho de Ética da Casa. Enquanto isso, o governo estadual, controlado pelo PFL, quer processar os manifestantes que picharam o Memorial Luiz Eduardo Magalhães com frases ofensivas ao senador. Reunidos na noite de ontem na Assembléia Legislativa, o presidente regional do PT deputado federal Josias Gomes; do PSB, Domingos Leonelli; do PSDB, Nestor Duarte; da PC do B deputada federal Alice Portugal (BA); além de deputados estaduais do PT, PPS, PDT, PSDB, PCdoB, PSB e PMDB decidiram que a partir da próxima semana recomeçam a pressão contra o senador baiano. O grupo vai a Brasília para conversar com integrantes da mesa do Senado.Além disso, eles pretendem divulgar uma nota pública em veículo de grande circulação nacional e vão promover ato público no próximo dia 16 em Salvador. Também será articulada uma reunião com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, para pedir que a Polícia Federal conclua as investigações sobre os grampos telefônicos. A resposta do PFL veio à galope: o presidente da seção baiana da União Nacional do Estudantes (UNE), Augusto Vasconcelos, será intimado pela polícia a prestar esclarecimentos na próxima semana sobre o caso da pichação do Monumento Luís Eduardo Magalhães, na Avenida Paralela. A participação de integrantes da UNE (União Nacionaldos Estudantes) e de militantes do Partido dos Trabalhadores foi confirmada nos depoimentos prestados ontem pelos dois soldados que estavam de serviço terça-feira, quando o monumento foi pichado por um grupo de 40 manifestantes. Segundo o delegado Luiz Alberto Nunes Abreu, que está apurando o caso, a partir dos depoimentos dos policiais foi possível agilizar a identificação de muitos suspeitos, "cujos nomes ainda estão sendo preservados nesta fase inicial das investigações". O crime de danos ao patrimônio público, através do vandalismo, pode ser punido com multa e prisão de até três anos.Veja o índice de notícias sobre o grampo na Bahia

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