Partidos preparam carta para pedir licença de Sarney

Os partidos de oposição articulam junto a líderes da base governista o apoio a uma carta pessoal, dirigida ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para marcar uma posição conjunta em favor de que o peemedebista se licencie do cargo. No texto, eles argumentam que, para recuperar a "dignidade" do Senado e apurar as denúncias com credibilidade, "o primeiro passo é o afastamento" do parlamentar. O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), que também assina a carta, diz que a grande força desse documento é o fato de ele ser suprapartidário, contando com o apoio de partidos governistas, como o PSB e o PDT, além de petistas.

CHRISTIANE SAMARCO, Agencia Estado

06 de agosto de 2009 | 14h03

O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), ainda não assinou a carta, mas os petistas Flávio Arns (PR) e Tião Viana (AC) já deram seu apoio. Os dissidentes do PMDB Pedro Simon (RS) e Jarbas Vasconcelos (PE) já anunciaram o apoio. A carta também deve contar com a assinatura dos líderes do PSDB, Arthur Virgílio (AM), e do DEM, José Agripino Maia (RN).

Sarney é acusado de responsabilidade pela contratação de aliados e parentes por meio de atos secretos e de desvio de dinheiro destinado pela Petrobras à Fundação José Sarney e distribuído para empresas fantasmas e da família dele. Das 11 ações protocoladas contra o peemedebista no Conselho de Ética, uma representação e três denúncias já foram arquivadas ontem pelo presidente do colegiado, Paulo Duque (PMDB-RJ). Também ontem, Sarney discursou em plenário para se defender das acusações. Ele negou ser responsável pelo emprego de parentes na Casa, de ter funções administrativas na fundação - apesar de ser o presidente vitalício da entidade - e de estar envolvido na edição de atos secretos.

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