Partidos pedem cargos para Dilma 'com ágio'

Os partidos aliados à presidente eleita, Dilma Rousseff, decidiram não só exigir a manutenção no próximo governo dos atuais ministérios que ocupam, mas também cobrar ágio: um novo ministério, uma diretoria de estatal, ou até mesmo um cargo no conselho político do governo, como reivindicou o PMDB. "Cada partido, sem exceção, quer manter o espaço que tem e um pouco mais", resumiu o presidente do PT, José Eduardo Dutra, coordenador da transição e interlocutor da presidente eleita junto aos aliados.

AE, Agência Estado

17 de novembro de 2010 | 08h03

Dutra entregou na noite de segunda-feira a Dilma as reivindicações dos partidos. De acordo com informação do próprio Dutra, Dilma não fez nenhum comentário sobre a extensa lista de pedidos dos aliados. Guardou-a para si e determinou que o presidente do PT continue conversando com os aliados sobre a montagem do governo.

Na lista feita por Dutra e repassada a Dilma constam, como parte do ágio, pedido do PC do B para, além de manter o Ministério dos Esportes, pegar também uma secretaria da área social, como a das Mulheres ou a da Igualdade Racial, que têm status de ministério, ou ainda a da Juventude, sem esse status. Atualmente todas essas secretarias são comandadas por petistas.

O PMDB, que reivindica seis ministérios e atualmente tem o comando de cinco pastas além do Banco Central - Saúde, Comunicações, Minas e Energia, Integração Nacional e Defesa -, quer ter lugar na equipe de conselheiros de Dilma Rousseff, com participação na reunião das 9 horas, quando todos os passos dos dias seguintes são definidos.

O PR apresentou a Dutra o pedido de manutenção do Ministério dos Transportes e também a direção do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), como ocorre hoje. O PSB requereu a manutenção do Ministério de Ciência e Tecnologia e mais um outro ministério na área de infraestrutura. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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