Partidos não conseguirão impor limites à CPI, diz Raupp

O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), disse nesta sexta que nem os partidos da base aliada nem os da oposição conseguirão impor limites à CPI Mista do Cachoeira. Na sua avaliação, será uma investigação sem controle, por envolver parlamentares e empresas ligadas a vários partidos, e porque os dados divulgados até agora pela imprensa impedirão qualquer tentativa de brecar os trabalhos da comissão. "Tenho certeza de que não há como controlar tantos fatos que já foram postos na rua, tantos fatos de domínio público", disse o senador. "A imprensa, o Ministério Público e o Judiciário fizeram um trabalho importante nessa área e agora cabe à CPMI aprofundá-los", afirmou.

ROSA COSTA, Agência Estado

20 de abril de 2012 | 13h43

O senador tratou como "uma especulação sem sentido", a previsão de que o PMDB vai tentar controlar a comissão para negociar com o governo nomeações e outras medidas de seu interesse. "Não tem porque o partido usar desse expediente para cobrar fatura do governo", descartou. "O PMDB jamais faria isso, até porque a CPMI não é contra o governo e tem o envolvimento de várias autoridades, de várias empresas e de vários partidos".

Apesar de não acreditar no empenho do Planalto em limitar a investigação, Raupp lembrou que tal procedimento tornou-se "natural" nos regimes democráticos. "É natural que os governos tentem segurar as CPIs, todos os governo do regime democrático tentaram segurar as comissões até elas serem instaladas, mas essa (a do Cachoeira) é difícil de ser controlada porque todos os partidos assinaram o requerimento para sua criação", alegou. "É aquele velho ditado: CPI sabe-se como começa e não como termina, então vamos aguardar o final".

Pessoalmente, o presidente do PMDB disse que apoia todas as investigações desencadeadas no País. "Acho que quanto mais apurações melhor, se queremos um país justo e democrático, temos de abrir todas as portas e todas possibilidades de investigação". "Não temos de temer as consequências de uma CPMI ou de um Conselho de Ética, acho que o Congresso sempre esteve aberto a essas questões e vai ter de continuar aberto".

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