ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO
ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO

Partidos de oposição a Bolsonaro buscam entidades da sociedade civil

Objetivo do grupo é procurar representantes da OAB, CNBB, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), entre outras, para fortalecer rede 'em defesa da democracia'

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

22 de maio de 2019 | 22h15

Os presidentes dos cinco principais partidos de oposição ao governo Jair Bolsonaro se reuniram nesta quarta-feira, 22, em Brasília, e decidiram procurar entidades da sociedade civil organizada para construir uma rede em defesa da democracia e dos direitos civis, que, segundo eles, estão sob ameaça.

Desta vez, o encontro do Fórum dos Partidos de Oposição teve a presença do presidente do PDT, Carlos Lupi, que não comparecia às reuniões desde a eleição presidencial do ano passado. Além dele estavam presentes os presidentes do PT, Gleisi Hoffmann; do PSOL, Juliano Medeiros; do PSB, Carlos Siqueira; além do vice-presidente do PCdoB, Walter Sorrentino.

"Foi a melhor reunião do fórum", disse Medeiros. Segundo ele, houve um entendimento dos líderes quanto ao momento político e à necessidade de ampliar a rede de oposição para entidades da sociedade civil. Uma série de encontros dos dirigentes será agendada com representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), entre outras. Além disso, o fórum criou um núcleo organizacional e decidiu que as reuniões serão semanais.

Lupi, que vai visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cela onde ele está preso, em Curitiba, fez questão de separar seus compromissos como presidente do PDT dos do candidato derrotado do partido à Presidência, Ciro Gomes, que tem sido hostil a eventos com a presença do PT.

"Ele (Ciro) é candidato, eu sou presidente de uma instituição e, nessa condição, estou muito preocupado com o Brasil", disse ele. "Eu nunca saí desse bloco, participo desde o impeachment da Dilma", justificou.

Durante a reunião alguns participantes defenderam que partidos da centro-direita, como MDB e DEM, e entidades de classe patronais que representam empresários também sejam procurados, mas as propostas não foram consenso entre os participantes.

Alguns deles lembraram outras iniciativas que buscam unir a oposição a Bolsonaro como o bloco Unidade Progressista, que reúne o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) e os ex-presidenciáveis Fernando Haddad (PT) e Guilherme Boulos (PSOL), a reunião de ex-ministros do Meio Ambiente contra as políticas de Bolsonaro para a área e o encontro que reuniu mais de 40 pessoas de dez partidos, entre eles PT, PSDB, PSOL e Rede, no apartamento do advogado Pedro Serrano, segunda-feira, 20, em São Paulo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.