ANDRE DUSEK/ESTADÃO
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Partidos de oposição a Cunha decidem unificar obstrução em votações na Câmara

DEM, PSDB, PPS, Rede e PSOL não participarão mais das reuniões do colégio de líderes e apoiarão funcionamento do Conselho de Ética; grupo encontrará o procurador-geral Rodrigo Janot para informá-lo sobre últimos acontecimentos na Casa

Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

24 Novembro 2015 | 14h20

BRASÍLIA - DEM, PSDB, PPS, Rede e PSOL decidiram unificar as ações de obstrução das votações no plenário da Câmara contra a permanência do peemedebista Eduardo Cunha (RJ) na presidência da Casa.

Os partidos decidiram que não participarão mais das reuniões do colégio de líderes, que darão apoio ao funcionamento do Conselho de Ética e que vão juntos amanhã na Procuradoria-Geral da República (PGR) relatar os acontecimentos ao procurador Rodrigo Janot.

O PPS desistiu do mandado de segurança que seria encaminhado hoje ao Supremo Tribunal Federal (STF) e vai aguardar para agir em conjunto com os demais partidos. DEM e PSDB ainda devem consultar suas bancadas para formalizar a adesão ao grupo.

A ideia da visita a Janot amanhã não é pedir abertamente o afastamento de Cunha, mas fazer um relatório dos últimos acontecimentos e municiar a PGR de informações caso Janot decida pedir o afastamento. Esses partidos calculam que mais de 100 parlamentares da Casa estão dispostos a fazer uma obstrução branca no plenário. Segundo eles, há apoio de deputados do PT, do PMDB, do PCdoB, PDT, dispostos a retardar votações.

"Não podemos voltar atrás", disse o líder da Rede, deputado Alessandro Molon (RJ).

O argumento dos adversários de Cunha é que o peemedebista usou das prerrogativas do cargo para se proteger das investigações na Casa. "Ele extrapolou todos os limites e isso tem que ter um fim", afirmou Chico Alencar (RJ), líder do PSOL.

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