Partidos buscam traidores

Um dia depois da mais acirrada eleição para o comando da Câmara e do Senado, PFL e oposição contam os traidores em troca de cargos na Mesa Diretora. Sem alarde, o PFL contabilizava os que abandonaram o barco do líder Inocêncio Oliveira (PE) para apoiar o vitorioso Aécio Neves (PSDB-MG). Na outra ponta, integrantes do bloco de oposição no Senado identificaram dois desertores que, na última hora, votaram no candidato Jader Barbalho (PMDB-PA) em vez apoiar o senador Jefferson Peres (PDT-AM). "Foi o dia nacional da traição, mas, se nos preocuparmos em fazer caça às bruxas, o partido arrebenta", afirmou o deputado Ronaldo Caiado (PFL-GO), um dos coordenadores da campanha pefelista. "O PSDB já usufruiu do PFL para aprovar os projetos mais polêmicos e, agora, temos é de cuidar de nossa independência em relação ao governo."O comando pefelista estima de 20 a 30 traidores nas fileiras. Em conversas reservadas, são apontados "estragos" feitos por grupos do PFL de Minas Gerais, do Rio e mesmo do Tocantins. Estariam na lista dos que apoiaram Aécio os deputados pefelistas Jaime Martins, Rubem Medina, Arolde de Oliveira e Robson Tuma. Todos negam a suspeita.

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