Partido de Russomanno entra para o governo Alckmin

O PRB, do ex-deputado Celso Russomanno, passará a fazer parte do governo de Geraldo Alckmin (PSDB), em São Paulo, na próxima terça-feira, 28. O partido indicou o empresário Rogério Hamam para comandar a Secretaria de Desenvolvimento Social. Em troca, a legenda apoiará a reeleição de Alckmin e abrirá mão da candidatura de Russomanno ao governo.

BRUNO BOGHOSSIAN, Agência Estado

23 de maio de 2013 | 21h58

A nomeação foi acertada nesta quinta-feira, 23, em uma reunião entre Alckmin e Marcos Pereira, presidente nacional do PRB. Russomanno foi um dos articuladores do acordo. Ele tinha pretensões de concorrer com Alckmin em 2014, mas foi convencido a disputar outra vaga. Deve se candidatar a deputado federal, para ajudar a sigla a eleger uma bancada mais robusta.

O PRB também participa do governo federal, com o ministro da Pesca, Marcelo Crivella. Russomanno, no entanto, passou a se distanciar do PT e a se aproximar do PSDB desde o fim da eleição de 2012 para a Prefeitura de São Paulo, quando perdeu a liderança nas pesquisas e ficou em 3.º lugar após sofrer fortes ataques dos petistas.

A sigla comandará toda a estrutura da Secretaria de Desenvolvimento Social, que toca os programas de distribuição de renda e assistência do governo paulista, com um orçamento de R$ 915 milhões em 2013. O PRB tem dirigentes ligados à Igreja Universal do Reino de Deus, mas o governo pediu que o novo secretário não tivesse vínculo com a instituição.

Xadrez. O atual secretário, Rodrigo Garcia (DEM), passará a comandar a pasta de Desenvolvimento Econômico, com orçamento de R$ 12,9 bilhões. Seu partido exigia um maior espaço no governo para apoiar a reeleição do tucano. Em troca do apoio na eleição, Alckmin também abriu espaço para o PSC - partido do deputado Marco Feliciano (SP). Gilberto Nascimento Silva Junior, filho do presidente estadual do PSC, foi confirmado ontem como secretário adjunto de Desenvolvimento Metropolitano.

Tudo o que sabemos sobre:
RussomannoAlckmin

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.