Partido aposta em PAC e movimentos sociais para fortalecer Dilma em SP

Depois de rodar o Estado em caravanas pelo interior, o PT já definiu três novas frentes de ataque para fortalecer a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, na terra de seu possível rival na disputa pelo Palácio do Planalto, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). A nova estratégia inclui a construção de uma agenda de eventos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Estado, a aproximação com movimentos sociais e a realização de novos encontros partidários por todo o interior paulista. O plano começa a ser posto em prática no início de agosto, logo após Dilma encerrar pessoalmente o ciclo de caravanas realizadas pelo PT no interior desde junho. O ato, conforme antecipou o Estado, ocorrerá no dia 8 de agosto, e deve reunir 2 mil pessoas na quadra do Sindicato dos Bancários. No caso do PAC, petistas dizem ver a chance de colocar Dilma ao lado de Serra e evitar que o governador leve sozinho mérito pelas obras que recebem patrocínio federal. Na lista, estão empreendimentos como Rodoanel, obras de saneamento e habitação, entre outras. Além de planejarem a visita de Dilma para vistorias e inaugurações, petistas querem que ela organize um evento de balanço do PAC no Estado, a exemplo do que tem feito em outras regiões.Para definir a aproximação com os movimentos sociais e sindicalistas, a direção petista agendou para hoje uma reunião com a Central de Movimentos Populares e a Central Única dos Trabalhadores (CUT). A ideia é construir uma agenda de eventos que dê a Dilma a chance de capitalizar o apoio tradicional a Lula no setor. Com base no resultado das caravanas, que percorreram o interior para fazer um contraponto ao domínio tucano no Estado, o PT decidiu dar continuidade à realização de eventos partidários regionais. Dessa vez, líderes da legenda vão percorrer municípios do interior com a justificativa de discutir o programa de governo para a eleição. Para divulgar as atividades, o PT paulista aproveitou até para reformular seu site na internet. "Queremos aproximar a ministra Dilma da militância do PT", disse o presidente do PT paulista, Edinho Silva. ATRASO Com a nova estratégia, o PT espera finalmente tirar do papel a ideia de rodar o Estado com Dilma. O plano foi interrompido após a ministra anunciar que se tornou vítima de um câncer no sistema linfático. Em pelo menos duas ocasiões, o PT teve de desmarcar na última hora atividades com a pré-candidata, que sofria efeitos colaterais da quimioterapia. O PT agora quer aproveitar o fato de Dilma estar presente em São Paulo para sessões de radioterapia, nova etapa do tratamento. As sessões exigem que ela faça visitas de aproximadamente meia hora ao Hospital Sírio-Libanês, cinco dias consecutivos por semana, mas não impedem que ela cumpra agenda normalmente após as aplicações.

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