Partidários de Serra transformam convenção em desagravo

Partidários da candidatura do ministro da Saúde, José Serra (PSDB), transformaram a convenção estadual do PSDB, realizada hoje na Assembléia Legislativa de São Paulo num ato de desagravo ao ministro. Uma enorme bandeira cobriu cerca de 200 pessoas sentadas nas galerias da Assembléia com os dizeres ?2002, Serra Presidente e Alckmin governador?. O governador paulista Geraldo Alckmin, que se recusa a assumir já a disputa pela reeleição, também teve lançada sua candidatura. As manifestações em defesa de Serra são uma resposta à defesa da pré-candidatura do governador do Ceará, Tasso Jereissati, que tem o apoio da família do governador Mário Covas, morto em março. Apesar do apoio, Serra evitou assumir a própria candidatura. "Antes de definir sua candidatura, o PSDB deve definir suas causas, sempre fomos um partido de idéias", declarou durante em discurso para quase 500 pessoas. Serra elegeu a Justiça Social como principal bandeira tucana durante as eleições. A convenção reconduziu o deputado estadual Edson Aparecido como presidente da legenda em São Paulo, depois de um acordo que evitou um racha entre serristas e adeptos da candidatura de Tasso. O deputado federal Antônio Carlos Pannunzio abriu mão de disputar com Aparecido e foi eleito vice-presidente. A candidatura do deputado federal era patrocinada por Serra. O ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) disse que o PSDB deverá definir o nome de seu candidato à sucessão presidencial perto do carnaval. Em sua opinião, a campanha eleitoral não precisa ser demorada, mas o partido precisa lançar seu candidato antes para concretizar alianças com setores estratégicos do eleitorado."O nosso candidato não será candidato nas mesmas circunstâncias em que Fernando Henrique foi quando disputou as eleições, onde tudo convergia para ele e havia uma candidatura natural", afirmou. "O nosso candidato terá de construir todo um esquema de sustentação política, e é por isso que queremos antecipar a escolha", acrescentou. Indagado sobre quem teria condições de ser o candidato do partido, Aloysio citou entre os prováveis candidatos do partido, os nomes dos ministros José Serra (Saúde) e Paulo Renato (Educação); do governador do Ceará, Tasso Jereissati; e do presidente da Câmara dos Deputados, Aécio Neves. "Até eu.", disse em tom de brincadeira.O ministro afirmou que a nomeação do auxiliar do ministro Serra, José Roberto Vieira da Costa, como secretário da Comunicação da Presidência, é um assunto que não pode ser objeto de polêmica. "O presidente nomeia quem ele quiser, e se o fizer é porque o considera um bom profissional e com condições de fazer bem o seu trabalho", disse Aloysio.

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