Parte dos bens não atrai comprador

Apesar de o governo de São Paulo apostar numa mudança na Lei de Licitações para facilitar a alienação de imóveis sem uso, a revisão das regras não acabaria de vez com o problema.O próprio governo admite que, em alguns casos, não tem conseguido se desfazer sequer de bens para os quais já conseguiu autorização legislativa para alienação. O motivo, nesse caso, não é a burocracia ou a complexidade do processo, mas sim a inexistência de interessados na compra. "Existem imóveis para os quais nós conseguimos autorização para vender e que não conseguimos vender", afirma o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa.Em 2004, por exemplo, a lei que criou a Companhia de Parcerias Público-Privadas concedeu ao governo o direito de subscrever e integralizar o capital da companhia com base em relação de 328 imóveis. O governo não sabe estimar o montante que permanece inutilizado, mas admite que uma fatia significativa dos imóveis não atraiu um comprador sequer. O PT, entretanto, estima que essa fatia se aproxima de 90% do total. Um imóvel de R$ 3,3 milhões que o governo paulista mantém vago no Tatuapé (zona leste) integra a lista. Na mesma relação, há bens localizados em áreas nobres da capital paulista ou outras cidades do Estado.

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