Parte das universidades do RJ continua em greve

Técnicos das universidades federais no Rio estão divididos. Parte encerrou a greve, seguindo o acordo assinado com o governo pela Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), mas funcionários da Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) decidiram não retomar as atividades. O retorno ao trabalho de técnicos não significa a retomada do calendário escolar em instituições como Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e na Universidade Federal Rural (UFRRJ), já que professores continuam com a paralisação.

CLARISSA THOMÉ, Agência Estado

28 de agosto de 2012 | 20h58

Os técnicos da UFF decidiram, em assembleia nesta terça, pela manutenção da greve. Já na UniRio, a categoria aceitou o acordo com a Fasubra, mas manteve "greve interna em solidariedade" aos professores e alunos. O acordo de escalonar o reajuste em três anos de 15,8% desagradou a muitos.

"Voltamos ao trabalho para seguir a maioria. Mas minha posição é de que o acordo foi uma enganação. Não houve resposta por parte do governo; as reivindicações atendidas para reestruturar a carreira já constava do acordo assinado com a greve de 2005. Fechamos acordo no momento errado. Era melhor ter interrompido o movimento", defende Paulo José Ferreira, coordenador do Sintur-RJ, sindicato da Rural.

Os professores das federais do Rio têm assembleias marcadas ao longo da semana. Na sexta-feira, os professores da UFRJ se reúnem. É uma das universidades mais divididas. Na última assembleia, a manutenção da greve foi decidida com apenas 28 votos, num encontro que reuniu quase 600 professores.

Sem acordo

O Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais Reguladoras (Sinagências), que representa dez agências, como a de Vigilância Sanitária (Anvisa), de Saúde Suplementar (ANS) e de Telecomunicações (Antatel), tentava ainda ontem uma reunião com o Ministério do Planejamento para rediscutir a tabela encaminhada pelo governo.

"O governo oferece 0,46% de reajuste no primeiro ano para analistas e especialistas, enquanto a inflação no período de quatro anos foi de 24%. Não tem como aceitar isso", afirmou Ricardo de Hollanda, diretor do Sinagências.

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