Felipe Rau/ Estadão
Felipe Rau/ Estadão

'Parou a enganação', diz Alckmin sobre confirmação de Haddad como substituto de Lula

Na avaliação do candidato do PSDB, PT tentou se vitimizar e proteger ex-prefeito de críticas ao longo da campanha

Marcelo Osakabe, O Estado de S.Paulo

11 Setembro 2018 | 16h19

A confirmação do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, como o substituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na chapa do PT nas eleições 2018 põe fim à "enganação" que o partido vem fazendo há meses, afirmou nesta terça-feira o candidato à Presidência do PSDB, Geraldo Alckmin.

"Parou a enganação. É inacreditável o que o PT fez, esse tempo todo sabendo que o Lula não ia ser candidato, ficou com essa enganação com dois objetivos: primeiro, vitimização; segundo proteger o Haddad, porque quando vira candidato, fica sujeito à transparência absoluta."

Questionado sobre se Haddad é um candidato difícil a ser batido, o tucano disse que não existe adversário difícil ou fácil. "O que tem que fazer, que faço cotidianamente, é dialogar com a sociedade. Esta é uma campanha fria, de grande desencanto. E, portanto, o interesse é crescente daqui para a frente."

Repetindo um comentário que fez mais cedo, durante uma sabatina na capital, Alckmin afirmou ainda que Ciro Gomes (PDT), assim como Haddad, Marina Silva (Rede) e Henrique Meirelles (MDB), faz parte dos "adoradores de Lula". "Todo mundo foi do time de Lula", disse sobre os presidenciáveis, todos ex-ministros do líder petista.

O tucano fez ainda uma ligação entre Jair Bolsonaro (PSL) e o governo petista. "Temos, de outro lado, candidatos que sempre votaram com Lula, caso do Bolsonaro. Então, se pegarmos os votos dele, vamos ver toda aquela coisa corporativa, atrasada, contra a quebra do monopólio do petróleo, o cadastro corporativo", enumerou.

Os comentários foram feitos está tarde, durante a entrega do relatório Novas Medidas Contra a Corrupção, um compilado de 70 propostas elaborada pela Unidos contra a Corrupção, grupo que reúne a Transparência Internacional e outras entidades. Além do tucano, receberam o relatório os candidato Marina Silva (Rede) e Guilherme Boulos (PSOL).

Sobre a prisão de seu aliado, o ex-governador do Paraná, Beto Richa, Alckmin disse apenas que ele vai prestar contas à sociedade e que a Justiça vai ser feita. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.