Parlamentares 'terão tratamento normal', diz novo ministro dos Transportes

Efetivado por Dilma na segunda-feira, Paulo Sérgio Passos disse não se sentir despretigiado pela bancada do PR na Câmara, que foi contra sua nomeação

Eduardo Rodrigues, da Agência Estado

12 de julho de 2011 | 17h42

BRASÍLIA - O novo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, afirmou nesta terça-feira, 12, que não irá misturar assuntos políticos com a administração da área, apesar de ressalvar que continuará a ter uma boa relação com parlamentares. "É preciso não confundir a administração da pasta com aspecto político, mas os parlamentares, sejam eles de que partido sejam, terão tratamento normal da parte do ministério", afirmou.

Filiado ao Partido da República (PR) desde 2006, Passos disse não se sentir desprestigiado pelos colegas de legenda, ainda que a preferência do partido não fosse a sua escolha pela presidente Dilma Rousseff. "Ao ser indicado para o cargo vou trabalhar prestigiando o partido e espero também ser prestigiado", acrescentou.

Segundo ele, Dilma ordenou que o ministério trabalhe e atue eficiente, mas que fundamentalmente sejam realizados ajustes para que não pairem dúvidas quanto à "retidão" dos projetos tocados pela pasta.

Ainda assim, Passos afirmou que ainda não tem uma decisão sobre o futuro do diretor afastado do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), Luiz Antonio Pagot, e do também afastado diretor da Valec, José Francisco das Neves, o Juquinha. "Não posso me antecipar à decisão da presidente", disse o ministro.

Sobre a possibilidade de o atual diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, assumir o controle do Dnit, Passos se limitou a elogiar a competência de Figueiredo, voltando a afirmar que essa decisão será tomada por Dilma.

O ministro reforçou que tem interesse em acompanhar os procedimentos de investigação que já foram desencadeados no ministério, no Dnit e na Valec pela Controladoria-Geral da União (CGU), que também está acompanhado a investigação interna tocada pela pasta. "Todos os infratores serão responsabilizados", completou.

Para ele, é natural que um ministério com tantos projetos em andamento tenha irregularidades identificadas pelos órgãos de controle. "O que é importante é que se atue de modo a corrigir não só pontualmente, mas estruturalmente aquelas condições e causas que provocam falhas nos projetos", concluiu.

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