Parlamentares tentam votar Orçamento na quarta

O período de paz e repouso prometido pela semana do Natal passará longe dos integrantes da Comissão mista do Orçamento. Será, na verdade, para boa parte de deputados e senadores, um período de discussão acirrada. Eles vão se deslocar dos Estados para tentar votar o Orçamento de 2002 depois de amanhã. Se chegarem a um acordo sobre a distribuição dos R$ 315 bilhões, será feita uma nova chamada. Dessa vez, para assegurar a presença em Brasília, na sexta-feira, dos 513 deputados e dos 81 senadores. O esforço, se tiver êxito, vai evitar uma nova convocação dia 7 de janeiro.Jucá - O vice-líder do governo, senador Romero Jucá (PSDB-RR), tratou de se prevenir neste final de ano. Em vez de deixar a família em Roraima, ele preferiu trazer os filhos e a mulher, Teresa Jucá, prefeita de Boa Vista, para comemorar o Natal em Brasília. Os amigos do Estado lamentam a separação, mas o senador acredita que adotou a melhor solução. "Estando com a minha família, está ótimo", defende. Sua expectativa agora é que o "espírito natalino baixe na oposição" para evitar que uma nova convocação atrapalhe o restante do recesso parlamentar.Bueno - Para o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), o esforço de votar o Orçamento no período que deveria ser aproveitado para descansar cria dois problemas extras no final do ano: as queixas da família e a impressão da sociedade de que o parlamentar não se esforçou no tempo certo para votar o Orçamento. A ceia de Natal de Buenos vai ter de terminar mais cedo. No dia seguinte, às 7 horas, ele viaja de Campo Mourão para Curitiba, onde às 10h30 pega o avião para Brasília. Não fosse a votação, ele seguiria com a família para a praia em Matinho, "relaxado e sem pressa de chegar".Viana - O deslocamento do senador Tião Viana (PT-AC) até o Congresso é ainda mais difícil. Hoje à noite, ele interromperá a ceia natalina para não perder o avião que parte para Porto Velho, onde fará escala para Brasília. Sua chegada está prevista para às 5h50, contando com as três horas de diferença do fuso horário. Viana acredita que suas filhas de 2 e 11 anos não devem entender por que ele é obrigado a deixar a festa pelo meio.Segundo Viana, qualquer representante do Acre teria de fazer o mesmo, já que praticamente toda a despesa do Estado é suprida com dinheiro do Orçamento e dos repasses constitucionais automáticos. "A receita própria arrecada é de apenas R$ 18 milhões", informa.Barros - O vice-líder do governo, deputado Ricardo Barros (PSDB-PR), passa o Nstal em Curitiba, na comemoração do aniversário do sogro. No dia seguinte, ele lamenta não poder acompanhar a família à praia.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.