Parlamentares tentam acordo sobre convocações na CPI

Base aliada pode aprovar requerimentos para quebra de sigilos e convocação de reitor da Unifesp

Eugênia Lopes, da Agência Estado,

15 de abril de 2008 | 11h26

A sessão desta terça-feira, 15, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista dos Cartões Corporativos foi suspensa por alguns minutos para que governistas e oposicionistas tentem chegar a um acordo sobre a aprovação de requerimentos de convocação de autoridades e de quebra de sigilos. Parlamentares da base aliada ao governo, que são maioria na comissão, acenam com a possibilidade de deixar aprovar requerimento permitindo à CPI compartilhar com o Tribunal de Contas da União (TCU) informações sigilosas em poder do tribunal sobre cartões corporativos.   Veja também:   Vazamento de dossiê contra FHC abre guerra dentro da Casa Civil Dossiê FHC: o que dizem governo e oposição PF pede a governo dados sobre segurança da Casa Civil PF abre inquérito para apurar vazamento de dados de FHC Dossiê com dados do ex-presidente FHC  Entenda a crise dos cartões corporativos  O acordo permitiria também a convocação do reitor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ulysses Fagundes Neto, acusado de utilizar cartão corporativo para gastos irregulares em valores elevados. Na segunda-feira, o reitor afirmou que não cometeu irregularidade ao usar seu cartão corporativo em viagens internacionais. Segundo o jornal O Globo, em um ano e meio o reitor gastou quase R$ 80 mil em compras de cosméticos, material esportivo, aluguel de carro e diárias em hotéis, um deles na Disney, em Orlando (EUA). Fagundes disse ainda que todos os gastos foram auditados pela Controladoria-Geral da União.A presidente da CPI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), avisou que, se nada de importante for aprovado na CPI, a comissão não teria motivo para continuar funcionando e promovendo audiências. Ela disse que daria um prazo de 30 dias para o relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), apresentar seu relatório sobre os trabalhos. Oficialmente, a apresentação do relatório está prevista para 8 de junho próximo.   CPI exclusiva   Esta terça é o último dia para os partidos políticos indicarem seus representantes na CPI criada exclusivamente no Senado para investigar o caso dos cartões corporativos. Os oposicionistas PSDB e DEM (ex-PFL) devem ficar com apenas três vagas. Se os líderes não formalizarem nesta terça os nomes, a tarefa ficará com o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN). Ainda não há previsão de quando deve começar a funcionar a CPI.   De acordo com a secretária-geral da Mesa, Cláudia Lyra, dois partidos chegaram a indicar os participantes - PMDB e DEM. Mas as indicações terão que ser refeitas, uma vez que havia nomes de parlamentares que já participam de outras CPIs.   Segundo esclareceu Cláudia Lyra, cada senador pode participar apenas de duas comissões parlamentares de inquérito - em uma como titular, na outra como suplente. De acordo com as normas regimentais, as comissões mistas, onde também atuam deputados, não entram nessa conta.   A liderança do PSDB informou na manhã de segunda-feira, 14, que não tem ainda o nome dos senadores que serão indicados para participar da CPI nem tem previsão de quando esses nomes serão divulgados.   (Com Agência Senado)

Tudo o que sabemos sobre:
CPI dos cartões

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.