Parlamentares pedem ao MP que investigue Mantega

Ministro é suspeito de omissão diante de denúncias contra o ex-presidente da Casa da Moeda

Rosa Costa, da Agência Estado

14 de fevereiro de 2012 | 15h03

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, é alvo da representação encaminhada hoje ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pela suspeita de omissão diante de denúncias apuradas pela Receita e a Polícia Federal contra o então presidente da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci.

 

Assinada por seis senadores, a representação pede ao Ministério Público que instaure um inquérito civil público para descobrir porque Mantega manteve Denucci no cargo, "mesmo depois de alertado que existiam robustos indícios de corrupção contra ele". "O ministro manteve Denucci no comando da Casa da Moeda, com isso dando causa à continuidade dos atos lesivos ao interesse público", afirmam os parlamentares. Eles entendem que o ministro "não foi imparcial e nem leal à instituição a qual está vinculado, além de ter falhado com seu dever de ofício".

 

Afirmam, ainda, que "nem se cogita levantar a hipótese de que o ministro da Fazenda não sabia do esquema de corrupção na Casa da Moeda, visto que ele próprio admitiu ter sido alertado acerca da situação". Os senadores pedem que Mantega seja punido com a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e ressarcimento aos cofres públicos de eventuais danos causados pela permanência de Denucci no cargo. Assinam a representação os senadores da oposição, Alvaro Dias (PR) e Aloysio Nunes (SP), do PSDB; Demóstenes Torres (DEM-GO), e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), e dois de partidos da base aliada do governo, Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Pedro Taques (PDT-MT).

 

O jornal O Estado de S. Paulo publicou reportagem no domingo mostrando que a permanência de Luiz Felipe Denucci no comando da Casa da Moeda atendeu aos "padrinhos" que o indicaram para o cargo. Além da presidente Dilma Rousseff, que seria amiga da irmã de Denucci, ele teve o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para atender a seu conselheiro econômico, Delfim Netto; do senador Francisco Dornelles (PP-RJ) e do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio.

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