Parlamentares italianos dizem aguardar STF sobre caso Battisti

Para representantes da Câmara dos Deputados da Itália, acabaram as discussões políticas sobre a extradição

Agência Brasil,

17 de fevereiro de 2009 | 12h19

Representantes da Câmara dos Deputados da Itália afirmaram nesta terça-feira, 17, a parlamentares brasileiros que o período de discussões políticas sobre a concessão de asilo político ao ex-ativista Cesare Battisti, concedido pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, já acabou. Para eles, o momento é de aguardar a decisão da Justiça brasileira sobre o caso.   Veja também:  Conheça os argumentos pró e contra a extradição de Battisti  Entenda a polêmica do caso Battisti    TV Estadão: Ideologia não influenciou concessão de refúgio, diz Tarso   Abaixo-assinado a favor do refúgio a Battisti  Leia tudo o que já foi publicado sobre o caso    Até agora, os deputados brasileiros que integram o grupo parlamentar Brasil-Itália não se entenderam quanto aos efeitos do episódio na relação comercial entre os dois países. Após o encontro, o presidente do grupo parlamentar brasileiro, deputado Ricardo Barros (PP-PR), disse que os parlamentares italianos asseguram que as relações de amizade entre Brasil e Itália permanecem inalteradas.   "O vice-presidente da Câmara dos Deputados Italiana [deputado Maurizio Lupi] deixou claro que é justo o caminho tomado pela Justiça brasileira, que decidirá sobre a matéria. Os italianos acatarão de forma absolutamente pacífica a interpretação do Supremo Tribunal Federal (STF). A questão não é mais política, está no Judiciário, e temos que aguardar a solução", disse o deputado do PP.   Já o vice-presidente do grupo parlamentar Brasil-Itália, deputado Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP), afirmou que os deputados italianos esperavam que o governo brasileiro acatasse a decisão da Justiça italiana e extraditasse Battisti.   Segundo Pannuzio, o episódio já afetou as relações começais entre os dois países. "Já criou-se um desconforto com reflexo, inclusive, sobre as exportações brasileiras [para a Itália]", disse Pannunzio. Ele não apresentou, no entanto, nenhum dado da balança comercial que mostrasse redução dos embarques do Brasil para o mercado italiano em razão do caso Battisti.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.