Parlamentares entrarão com mandado contra royalties

Os parlamentares do Rio de Janeiro e Espírito Santo decidiram que vão entrar com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a anulação da decisão tomada na sessão desta madrugada no Congresso Nacional que derrubou os vetos à lei de distribuição dos royalties do petróleo.

DENISE MADUEÑO E LUCIANA NUNES LEAL, Agência Estado

07 de março de 2013 | 13h09

Os parlamentares alegam que houve violação do processo legislativo, o que fere o direito dos parlamentares. "Foi um atropelo geral do processo legislativo e isso torna a decisão de ontem nula. Pedimos ao Supremo que declare que a decisão foi inválida", afirmou o deputado Alessandro Molon (PT-RJ).

Entre os argumentos, Molon afirma que os vetos foram votados sem que tivesse tido análise prévia de uma comissão mista, e o tempo para os parlamentares defenderem seus pontos de vista na sessão foi reduzido "de forma arbitrária" de 20 para cinco minutos. "A maioria tem de fazer valer sua posição dentro das regras de funcionamento do Congresso. Não é admissível o que foi feito", disse Molon.

Os parlamentares deverão protocolar o mandado de segurança no Supremo por volta das 16 horas desta quinta-feira.

Compensação

O presidente em exercício Michel Temer afirmou que a presidente agiu corretamente quando vetou a distribuição dos royalties do petróleo entre todos os Estados, e que é possível pensar em alguma compensação aos Estados produtores de petróleo agora que o veto foi derrubado pelo Congresso Nacional.

Temer disse que, juridicamente, é possível a proposta de uma ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) por parte dos Estados produtores - Rio de Janeiro, Espírito Santo e provavelmente São Paulo. "A presidente fez o que deveria ter feito. Pode vir a se verificar uma compensação. Não é um compromisso do governo, mas um dos caminhos pode ser a compensação especialmente para o Rio de Janeiro, que vai ter Copa e Olimpíada", afirmou Temer, depois de ministrar uma aula magna para estudantes de Direito, de Administração e de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

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