Rodolfo Buhrer/Reuters
Rodolfo Buhrer/Reuters

Parlamentares e líderes políticos reagem à soltura de Lula

Ex-presidente saiu da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba nesta sexta após 580 dias

Mariana Hallal, especial para O Estado, O Estado de S.Paulo

08 de novembro de 2019 | 19h46

Parlamentares e lideranças partidárias repercutiram a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira, 8. Ele foi libertado um dia após o Supremo Tribunal Federal (STF) proibir a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. Lula ficou preso por 580 dias. 

João Amoêdo, presidente do partido Novo e candidato derrotado à Presidência em 2018, disse que a libertação do ex-presidente significa um retrocesso na luta contra a impunidade. Ele defende a prisão em segunda instância e pede mobilização por um Brasil “admirável, seguro e sem impunidade”. 

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, lamentou a decisão do Supremo. “Pedem prisão  p[para] assassinos de Marielle, mas querem soltar bandidos de seus partidos. Piada”, disse pelo Twitter. Eduardo ainda escreveu que “quem trabalha sente no dia de hoje um tapa na cara”. 

O coordenador do MTST, Guilherme Boulos (PSOL), falou que Lula será recepcionado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP). O encontro entre o petista e seus apoiadores ocorre no sábado, 9, a partir do meio-dia.

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), líder da minoria na Câmara, falou que a justiça foi feita porque Lula é “um estadista, um homem muito respeitável”. A parlamentar disse que ele deveria estar se despedindo “com muito respeito e carinho” dos funcionários da PF em Curitiba. 

Paulo Pimenta, deputado federal pelo PT do Rio Grande do Sul e líder do partido na Câmara, narrou os momentos anteriores à soltura do ex-presidente. Ele disse que aguardava pelo momento em que Lula seria solto e poderia abraçar as pessoas que estavam em vigília desde o dia em que o líder petista foi preso. 

Orlando Silva, presidente do PCdoB em São Paulo, comemorou a soltura de Lula. Pelo Twitter, o deputado federal desejou boas-vindas ao ex-presidente e disse que a força dele é “contagiante”. “A democracia e o Estado Democrático de Direito tiveram uma vitória histórica”, comentou. 

Segunda instância no Congresso

O senador Álvaro Dias (PR), líder do Podemos, disse que, depois da decisão do STF, a missão do Congresso é inserir a prisão em segunda instância na Constituição. Ele manifestou apoio à PEC 5/2019, que trata do assunto. Pelo Twitter, Álvaro Dias também falou que o PT já havia montado um palanque em frente à sede da PF e questionou: “Já sabiam que ele seria solto hoje?”. 

O deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS) disse que vai fazer pressão para que a PEC 410, da prisão em segunda instância, seja aprovada no Congresso e afirmou que a soltura de Lula é uma “vergonha”. “Definitivamente estão tirando sarro da nossa cara”, comentou no Twitter o líder de seu partido na Câmara. O político também divulgou um protesto contra a libertação do ex-presidente e disse que “com certeza” estará presente. 

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