Parlamentares dizem que doação não terá influência

Os integrantes da CPI que receberam doações de empreiteiras investigadas na Lava Jato disseram não ter relações com as empresas e que as contribuições às campanhas não vão afetar a apuração do esquema de corrupção.

O Estado de S.Paulo

22 Fevereiro 2015 | 02h02

Vicente Cândido (PT-SP) diz que as doações não o põem em "saia-justa", assim como Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que disse não ter contato com tais empreiteiras, "senão, não me sentiria à vontade para participar da CPI". Paulinho da Força (SD-SP) disse não haver "possibilidade de constrangimento" por causa das doações. E Onyx Lorenzoni (DEM-RS) afirmou: "Não tenho nenhum compromisso com ninguém, a não ser com a minha consciência".

Júlio Delgado (PSB-MG) crê que "essas empresas doaram a políticos independentes para mostrar que querem sair daquilo (esquema de corrupção) de que são vítimas".

Hugo Motta (PMDB-PB) disse desconhecer a doação de empreiteiras à sua campanha. Já Bruno Covas (PSDB-SP) e João Carlos Bacelar (PR-BA) disseram que as doações foram para outros candidatos com quem fizeram dobradinha. O Estado não conseguiu contatar os demais deputados. / D.C.

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