Parlamentares assumem linha desenvolvimentista na Fiesp

A necessidade de o País sair da fase de estagnação econômica e partir para uma linha mais desenvolvimentista foi a tônica do encontro realizado nesta segunda-feira na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), entre a direção da entidade e a bancada paulista de parlamentares eleitos e reeleitos para o Congresso Nacional. "A palavra chave do encontro de hoje na Fiesp foi desenvolvimento", disse o presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP). "Os partidos precisam tomar conta desta palavra, como a Fiesp está tomando, a fim de trazer benefícios para o País", emendou.O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, informou que vai colocar a estrutura da entidade à disposição dos parlamentares do Estado para que possa haver um entrosamento maior em prol do desenvolvimento do País. No encontro, foi destacada a necessidade urgente de uma reforma tributária e a aprovação da lei da micro e pequena empresa, cujo projeto está em tramitação no Senado. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), também presente ao evento, informou que vai se empenhar para que a proposta seja aprovada porque vai permitir a redução dos encargos sociais.O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) elogiou a iniciativa da Fiesp em reunir os deputados e senadores paulistas e disse que haverá interlocução permanente entre o Congresso, o Executivo e os empresários. "Estamos iniciando uma nova fase", destacou o petista. Os parlamentares do PSDB, que também participaram do encontro, foram unânimes em cobrar do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), medidas para o crescimento do País. "Precisamos tirar o pé do freio", destacou o deputado federal eleito José Aníbal. "Temos o compromisso com o desenvolvimento do País e a pedra de toque é a reforma tributária", reiterou.O deputado eleito Wanderley Macris (PSDB-SP) também cobrou medidas mais efetivas do governo federal. "Os discursos que ouvimos hoje aqui na Fiesp vão na linha do que defendemos, a necessidade de o País crescer mais do que está crescendo. O governo Lula deve reduzir gastos, reduzir a carga tributária no sentido do desenvolvimento", ressaltou.O segundo deputado mais votado em São Paulo, Clodovil Hernandez (PTC), também presente ao encontro, destacou: "Não vou me meter a fazer leis, vou transformar o poder em uma coisa útil e boa para todos. Brasília não será mais a mesma, ela será uma cidade amada e não mais temida. Vou fazer do jeito que eu sei, pois não tenho rabo preso com nada."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.