Parlamentares alegam atender a pedidos de institutos

Parlamentares envolvidos com a investigação feita pela Controladoria-Geral da União (CGU) sobre o repasse de R$ 20 milhões, desde 2008, para dois institutos de fachada, procuraram se eximir de responsabilidade. A CGU identificou um esquema envolvendo empresas fantasmas que usam laranjas.

AE, Agência Estado

15 Dezembro 2010 | 09h15

Os alvos da CGU são os institutos Educar e Crescer e Premium Avança Brasil. As emendas partiram do senador Marconi Perillo (PSDB-GO), dos deputados Sandro Mabel (PR-GO), Raquel Teixeira (PSDB-GO), Carlos Alberto Lereia (PSDB-GO), Luciana Costa (PR-SP), Sandes Júnior (PP-GO), e do líder do PTB, Jovair Arantes (GO), entre outros parlamentares.

A deputada Raquel Teixeira (PSDB-GO) disse que não houve irregularidades nas emendas ao instituto Premium Avança Brasil. "Foram pedidos apresentados por duas pessoas idôneas do meu Estado, com larga experiência em realização de eventos, que, por sinal, foram realizados e com grande impacto positivo", afirmou a parlamentar.

"Meu critério é destinar emendas às demandas qualificadas dentro das áreas mais ligadas à minha atuação parlamentar, como educação, ciência e tecnologia, mulher, esporte, turismo", acrescentou Raquel Teixeira. A deputada afirmou que acompanha a execução dos projetos. "Tanto que tenho comigo as prestações de conta dos dois eventos", disse.

O deputado Jovair Arantes, líder do PTB, disse que escolheu essas entidades porque atendiam "às exigências do Ministério do Turismo".

O governador eleito de Goiás e senador Marconi Perillo (PSDB) argumentou que os R$ 200 mil em emendas ao Orçamento que foram para o Instituto Prêmio Avança Brasil devem ter sido, na verdade, destinados a alguma prefeitura de seu Estado. "Às vezes acabamos tendo excesso de confiança", observou.

Na semana passada, os deputados Sandro Mabel (PR-GO) e Carlos Leréia (PSDB-GO), indagados pelo Estado sobre emendas a outros institutos, disseram que atendem pedidos de prefeitos, mesmo argumento utilizado por Perillo. Os demais parlamentares citados não foram localizados pela reportagem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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